Salvador Laviano Neto

Meu pai, napolitano. Minha mãe, filha de Bolonhês com Português. Assim, meu sangue é 75% italiano. Falo cantado e, às vezes, carrego demais na dramaticidade das palavras, a ponto de pensarem que eu estou brigando, mas é o contrário. Os italianos entendem isso; somos todos parecidos. Quando brigo, brigo mesmo e a coisa esquenta muito.

Acho o Mundo um lugar fascinante. Pena não poder conhecê-lo todo. Gosto de lugares diferentes e distantes.

Dou muito valor às palavras e cobro isso de quem as usa com displicência. Gosto da prosa, da poesia, aprender idiomas. Divirto-me com as semelhanças entre eles, o que os torna mais fáceis de aprender.

Sou fã de tudo o que se refere às ciências. Por isso, também sou fã de filmes e séries de ficção, como Star Trek, a série Jornada nas Estrelas, seus desdobramentos e seus longa-metragens. É quando posso sonhar acordado com um mundo que gostaria que existisse.

Tenho uma intuição muito apurada, embora digam que quem é de Capricórnio não deveria nem saber o que é isso.

Quando falo, olho nos olhos e sempre percebo quem dissimula ou quem é sincero. Já ficou fácil, com os meus anos de janela. Por isso, sou prevenido com as pessoas. Geralmente, a primeira impressão sempre se confirma.

Gosto de cozinhar e de comer bem. Percebo sabores e cheiros. Temperos, pratos, bebidas, perfumes. Essa sensibilidade nem sempre é agradável, pois a intensidade tem dois pólos.

Não canso de sempre conhecer mais, saber mais, aprender mais. Não me farto. Sou muito curioso e natureza me ajudou com uma boa memória.

Detesto injustiças e ingratidão.

A minha religiosidade é algo particular.

Nunca houve um dia em que não me suportasse. Gosto de viver.

Em princípio, prefiro as coisas do meu jeito mas estou aberto a discussões. Assim, procuro dar sentido no que faço. Não gosto de ser incongruente nem ilógico.

Não gosto de traição nem de fingimentos, os quais, sem exceção, descubro com imensa facilidade. Procuro ser um bom amigo.

Gosto de filmes bons, antigos ou modernos. Não importa. Tem de ser do meu gosto.

Quando critico, sou firme e vigoroso. Às vezes, uso de todo o sarcasmo que posso para ressaltar um fato ou situação, misturando uma retórica formal e a mais moderna gíria que puder me lembrar. Quando não acho, invento uma.

Acho que todas as coisas poderiam ser mais fáceis do que parecem e procuro demonstrar usando descrições minimalistas para coisas aparentemente muito complicadas para demolir os muros da incompetência e do medo da competição. Acho que quem complica muito não sabe nada e quem sabe não precisa ter medo. Mas também sei ser complicado, se for preciso.

É gostoso escrever sobre qualquer assunto.

Minha esposa e meus filhos são as “coisas” mais importantes do mundo, para mim. Se alguém tenta afetá-los, de modo pernicioso, viro bicho. O Cão, do meu horóscopo chinês, está sempre alerta.

Adoro ver filmes na TV. Leio muito embora ande meio sem tempo e disposição, mas o que eu gosto mesmo é música clássica. Todos os autores têm peças maravilhosas, algumas obras-primas e muita porcaria. Desço a lenha em compositores sem talento, que viraram celebridades sem motivo.

Mas a música é o que faz o meu coração bater. Até mais que as palavras.

Choro em casamentos!

© 2010 Os Levianos – Lavianos e Amigos
Tema por Pasquale Laviano.

         
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