Mega, Giga, Tera, meu padinho!

Autor(a): Salvador Laviano | Data: jun 23, 2008 | Categoria(s): Informática | 1.511 views |

Palavras quase sempre estranhas, de sentido obscuro e aparência suspeita, são comuns em ciência. Quase sempre servem para simplificar, embora aparentem o contrário. Se quiser entrar neste universo de palavrório complicado fechado é bom se acostumar com elas e ter boa memória.Prefixos são muito comuns, principalmente em informática, para indicar grandes quantidades de memória, velocidade etc. Conhecer o significado preciso desses prefixos pode parecer bobagem, mas é importante, senão você fica assim: Mega o quê? Giga what?

Como as quantidades estão crescendo, precisamos dar nomes a números cada vez maiores. O BIPM, Bureau Internationale des Poids et Mesures, é um organismo internacional que governa o mundo das unidades científicas e uniformiza a Metrologia, ou seja, faz com que as medições de uma coisa feita em um país sejam usadas com o mesmo padrão em outros países Em 1991, ele criou novos prefixos. Assim como kilo é o prefixo reservado para mil, mega para milhão (“megahertz”), giga para bilhão (“gigabytes”) e tera para trilhão (“terabits”), já precisamos contar muito além disso. Agora, temos peta para quadrilhão, exa para quintilhão, zetta para sextilhão e yotta para septilhão. Parece não haver, ainda, muita utilidade prática para eles, embora as mais remotas galáxias estejam a não mais que algumas centenas de yottâmetros da Terra. Mas surpreendam-se! Já se contam yottabytes acumulados na Internet. Já, já, vamos precisar de algo muito além deste jardim.

A lógica na escolha destes termos se nos apresenta um tanto peculiar. Peta deveria indicar quintilhão (“penta” indica cinco em grego). Mas foi tomado por base o mil (10 elevado à 3). Desse modo, um quadrilhão é exatamente mil elevado à quinta potência (que dá 10 elevado à 15), daí peta, que é penta sem o n. O mesmo para exa que é mil à sexta potência. Mudaram algumas letrinhas só pra deixá-los mais charmosos e não dar galho na abreviatura. Em ciência, tudo tem uma explicação (seja ela qual for!).

E se você pensa que no mundo microscópico a coisa é diferente, enganou-se de verde e amarelo, se é que não ficou pior. Que tal zepto (10 elevado à -21) ou yocto (10 elevado à -24)? Não parecem nomes de cereais matinais ou heróis japoneses? A CGPM, Conferénce Générale des Poids et Mesures se reúne a cada quatro anos, para atualizar, rever, redefinir e inventar coisas para nos divertirmos no mundo alegre da metrologia, e não havia nada de novo, em matéria de prefixos, na 23a. conferência, realizada de 12 a 16 de Novembro de 2007. Em 2011, deverá haver uma nova reunião. Quem sabe eles criem algumas unidades pitorescas pra deixar a gente mais feliz ainda. Aqui vai minha contribuição: josta (10 elevado à 27) e joscta (10 elevado à -27).

Abaixo, vem a tabela completa de prefixos. Assim, se a memória de seu micro crescer demais você não vai ter problema para contá-la. Não é reconfortante?

10 elevado à 24 = yotta (Y), do Grego ou Latim octo, “oito”
10 elevado à 21 = zetta (Z), do Latim septem, “sete”
10 elevado à 18 = exa (E), do Grego hex, “seis”
10 elevado à 15 = peta (P), do Grego pente, “cinco”
10 elevado à 12 = tera (T), do Grego teras, “monstro”
10 elevado à 9 = giga (G), do Grego gigas, “gigante”
10 elevado à 6 = mega (M), do Grego megas, “grande”
10 elevado à 3 = kilo (k), do Grego kilioi, “mil”
10 elevado à 2 = hecto (h), do Grego hecaton, “cem”
10 elevado à 1 = deca (da), do Grego deka, “dez”
10 elevado à -1= deci (d), do Latim decimus, “décimo”
10 elevado à -2 = centi (c), do Latim centum, “cem”
10 elevado à -3 = mili (m), do Latim mille, “mil”
10 elevado à -6 = micro (?), do Latim micro ou Grego mikros, “pequeno”
10 elevado à -9 = nano (n), do Latim nanus ou Grego nanos, “anão”
10 elevado à -12 = pico (p), do do Italiano piccolo, “pequeno”
10 elevado à -15 = femto (f), do Norueguês femten, “quinze”
10 elevado à -18 = atto (a), do Norueguês atten, “dezoito”
10 elevado à -21 = zepto (z), do Latim septem, “sete”
10-24 = yocto (y), do Grego ou Latim octo, “oito”

Salvador Laviano Neto
salvadorlaviano@walla.com

Palavras quase sempre estranhas, de sentido obscuro e aparência suspeita, são comuns em ciência. Quase sempre servem para simplificar, embora aparentem o contrário. Se quiser entrar neste universo de palavrório complicado fechado é bom se acostumar com elas e ter boa memória.Prefixos são muito comuns, principalmente em informática, para indicar grandes quantidades de memória, velocidade etc. Conhecer o significado preciso desses prefixos pode parecer bobagem, mas é importante, senão você fica assim: Mega o quê? Giga what?

Como as quantidades estão crescendo, precisamos dar nomes a números cada vez maiores. O BIPM, Bureau Internationale des Poids et Mesures, é um organismo internacional que governa o mundo das unidades científicas e uniformiza a Metrologia, ou seja, faz com que as medições de uma coisa feita em um país sejam usadas com o mesmo padrão em outros países Em 1991, ele criou novos prefixos. Assim como kilo é o prefixo reservado para mil, mega para milhão (“megahertz”), giga para bilhão (“gigabytes”) e tera para trilhão (“terabits”), já precisamos contar muito além disso. Agora, temos peta para quadrilhão, exa para quintilhão, zetta para sextilhão e yotta para septilhão. Parece não haver, ainda, muita utilidade prática para eles, embora as mais remotas galáxias estejam a não mais que algumas centenas de yottâmetros da Terra. Mas surpreendam-se! Já se contam yottabytes acumulados na Internet. Já, já, vamos precisar de algo muito além deste jardim.

A lógica na escolha destes termos se nos apresenta um tanto peculiar. Peta deveria indicar quintilhão (“penta” indica cinco em grego). Mas foi tomado por base o mil (10 elevado à 3). Desse modo, um quadrilhão é exatamente mil elevado à quinta potência (que dá 10 elevado à 15), daí peta, que é penta sem o n. O mesmo para exa que é mil à sexta potência. Mudaram algumas letrinhas só pra deixá-los mais charmosos e não dar galho na abreviatura. Em ciência, tudo tem uma explicação (seja ela qual for!).

E se você pensa que no mundo microscópico a coisa é diferente, enganou-se de verde e amarelo, se é que não ficou pior. Que tal zepto (10 elevado à -21) ou yocto (10 elevado à -24)? Não parecem nomes de cereais matinais ou heróis japoneses? A CGPM, Conferénce Générale des Poids et Mesures se reúne a cada quatro anos, para atualizar, rever, redefinir e inventar coisas para nos divertirmos no mundo alegre da metrologia, e não havia nada de novo, em matéria de prefixos, na 23a. conferência, realizada de 12 a 16 de Novembro de 2007. Em 2011, deverá haver uma nova reunião. Quem sabe eles criem algumas unidades pitorescas pra deixar a gente mais feliz ainda. Aqui vai minha contribuição: josta (10 elevado à 27) e joscta (10 elevado à -27).

Abaixo, vem a tabela completa de prefixos. Assim, se a memória de seu micro crescer demais você não vai ter problema para contá-la. Não é reconfortante?

10 elevado à 24 = yotta (Y), do Grego ou Latim octo, “oito”
10 elevado à 21 = zetta (Z), do Latim septem, “sete”
10 elevado à 18 = exa (E), do Grego hex, “seis”
10 elevado à 15 = peta (P), do Grego pente, “cinco”
10 elevado à 12 = tera (T), do Grego teras, “monstro”
10 elevado à 9 = giga (G), do Grego gigas, “gigante”
10 elevado à 6 = mega (M), do Grego megas, “grande”
10 elevado à 3 = kilo (k), do Grego kilioi, “mil”
10 elevado à 2 = hecto (h), do Grego hecaton, “cem”
10 elevado à 1 = deca (da), do Grego deka, “dez”
10 elevado à -1= deci (d), do Latim decimus, “décimo”
10 elevado à -2 = centi (c), do Latim centum, “cem”
10 elevado à -3 = mili (m), do Latim mille, “mil”
10 elevado à -6 = micro (?), do Latim micro ou Grego mikros, “pequeno”
10 elevado à -9 = nano (n), do Latim nanus ou Grego nanos, “anão”
10 elevado à -12 = pico (p), do do Italiano piccolo, “pequeno”
10 elevado à -15 = femto (f), do Norueguês femten, “quinze”
10 elevado à -18 = atto (a), do Norueguês atten, “dezoito”
10 elevado à -21 = zepto (z), do Latim septem, “sete”
10-24 = yocto (y), do Grego ou Latim octo, “oito”

Salvador Laviano Neto
salvadorlaviano@walla.com

Palavras quase sempre estranhas, de sentido obscuro e aparência suspeita, são comuns em ciência. Quase sempre servem para simplificar, embora aparentem o contrário. Se quiser entrar neste universo de palavrório complicado fechado é bom se acostumar com elas e ter boa memória.Prefixos são muito comuns, principalmente em informática, para indicar grandes quantidades de memória, velocidade etc. Conhecer o significado preciso desses prefixos pode parecer bobagem, mas é importante, senão você fica assim: Mega o quê? Giga what?

Como as quantidades estão crescendo, precisamos dar nomes a números cada vez maiores. O BIPM, Bureau Internationale des Poids et Mesures, é um organismo internacional que governa o mundo das unidades científicas e uniformiza a Metrologia, ou seja, faz com que as medições de uma coisa feita em um país sejam usadas com o mesmo padrão em outros países Em 1991, ele criou novos prefixos. Assim como kilo é o prefixo reservado para mil, mega para milhão (“megahertz”), giga para bilhão (“gigabytes”) e tera para trilhão (“terabits”), já precisamos contar muito além disso. Agora, temos peta para quadrilhão, exa para quintilhão, zetta para sextilhão e yotta para septilhão. Parece não haver, ainda, muita utilidade prática para eles, embora as mais remotas galáxias estejam a não mais que algumas centenas de yottâmetros da Terra. Mas surpreendam-se! Já se contam yottabytes acumulados na Internet. Já, já, vamos precisar de algo muito além deste jardim.

A lógica na escolha destes termos se nos apresenta um tanto peculiar. Peta deveria indicar quintilhão (“penta” indica cinco em grego). Mas foi tomado por base o mil (10 elevado à 3). Desse modo, um quadrilhão é exatamente mil elevado à quinta potência (que dá 10 elevado à 15), daí peta, que é penta sem o n. O mesmo para exa que é mil à sexta potência. Mudaram algumas letrinhas só pra deixá-los mais charmosos e não dar galho na abreviatura. Em ciência, tudo tem uma explicação (seja ela qual for!).

E se você pensa que no mundo microscópico a coisa é diferente, enganou-se de verde e amarelo, se é que não ficou pior. Que tal zepto (10 elevado à -21) ou yocto (10 elevado à -24)? Não parecem nomes de cereais matinais ou heróis japoneses? A CGPM, Conferénce Générale des Poids et Mesures se reúne a cada quatro anos, para atualizar, rever, redefinir e inventar coisas para nos divertirmos no mundo alegre da metrologia, e não havia nada de novo, em matéria de prefixos, na 23a. conferência, realizada de 12 a 16 de Novembro de 2007. Em 2011, deverá haver uma nova reunião. Quem sabe eles criem algumas unidades pitorescas pra deixar a gente mais feliz ainda. Aqui vai minha contribuição: josta (10 elevado à 27) e joscta (10 elevado à -27).

Abaixo, vem a tabela completa de prefixos. Assim, se a memória de seu micro crescer demais você não vai ter problema para contá-la. Não é reconfortante?

10 elevado à 24 = yotta (Y), do Grego ou Latim octo, “oito”
10 elevado à 21 = zetta (Z), do Latim septem, “sete”
10 elevado à 18 = exa (E), do Grego hex, “seis”
10 elevado à 15 = peta (P), do Grego pente, “cinco”
10 elevado à 12 = tera (T), do Grego teras, “monstro”
10 elevado à 9 = giga (G), do Grego gigas, “gigante”
10 elevado à 6 = mega (M), do Grego megas, “grande”
10 elevado à 3 = kilo (k), do Grego kilioi, “mil”
10 elevado à 2 = hecto (h), do Grego hecaton, “cem”
10 elevado à 1 = deca (da), do Grego deka, “dez”
10 elevado à -1= deci (d), do Latim decimus, “décimo”
10 elevado à -2 = centi (c), do Latim centum, “cem”
10 elevado à -3 = mili (m), do Latim mille, “mil”
10 elevado à -6 = micro (?), do Latim micro ou Grego mikros, “pequeno”
10 elevado à -9 = nano (n), do Latim nanus ou Grego nanos, “anão”
10 elevado à -12 = pico (p), do do Italiano piccolo, “pequeno”
10 elevado à -15 = femto (f), do Norueguês femten, “quinze”
10 elevado à -18 = atto (a), do Norueguês atten, “dezoito”
10 elevado à -21 = zepto (z), do Latim septem, “sete”
10-24 = yocto (y), do Grego ou Latim octo, “oito”

Salvador Laviano Neto
salvadorlaviano@walla.com

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Marcel
3/abr/2009 as 8:19

Achei o máximo essa explicação na verdade só conhecia de terra a pico, nem sonhava que existisse os outros. Muito massa.


 

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