Filhos do aquecimento global

Quando eu era pequena, meu pai ficava apavorado com as notícias sobre um enorme buraco na camada de ozônio e o que o sol fazia com a nossa pele.
Eu tinha o rosto translúcido e sardas no nariz e nas bochechas.
Viajávamos muito. Todas as vezes que eu exagerava na água e na areia e que meu pai não vencia de me besuntar inteirinha com protetor solar, meu nariz descascava e ficava em carne viva – para o desespero do meu pobre pai. (Sei que sou responsável pela ausência de algumas centenas de fios de cabelo, pai…)
Entre outras coisas, que aprendi quando pequena, meu pai, sempre muito atento e antenado, me disse que eu tinha que passar o filtro solar de quatro em quatro horas e reforçar todas as vezes que entrasse e saísse da água.
Alguns anos mais tarde, eu – que me tornei a preocupada da casa – descobri um câncer de pele na perna dele. Ainda bem, nada grave.
Ele me contou que na época dele não tinha essa coisa de protetor solar, camada de ozônio, perigos do sol. Eu agradeci meu paizinho por ter me passado tanto aquele creme, até a última gota, quando cortava o potinho ao meio com uma tesoura ou uma faca pra aproveitar melhor o produto e – obviamente – economizar.
Todo esse relato sobre o sol, as praias, meu pai e o protetor solar é pra dizer que eu sou da geração camada de ozônio. A gente se preocupava demais com a pele, que podia queimar, ficar com doença. Na escola, a gente aprendia como é que aparece um buraco numa camada que envolve o planeta e quais são esses tais raios solares nocivos à saúde.
Hoje, eu fico aqui pensando que tipo de “filtro solar” terei que usar nos meus filhos para que eles não sintam o impacto desta loucura que estamos vivendo.
Porque quando eles crescerem, enfrentarão dias muito quentes no meio do inverno e muito frios no meio do verão. Faltará água. O gelo vai derreter. O nível da água vai subir. Vai ter mais furacões, chuvas, inundações, desastres. Ilhas e costas desaparecerão.
Tudo isso sem contar que vai continuar faltando comida, os países entrarão em guerra pelo petróleo e pelos biocombustíveis (irônico, o dicionário automático me pergunta que palavra é essa… quem dirá!).
O povo da África estará ainda mais revoltado e, quem sabe, a filha mais nova de Barack Obama, já presidente, vai se declarar a favor da já morta “política Bush” e vai mandar invadir o Brasil, onde tem mais água, árvores, biocombustível e agora – dizem – petróleo.
Como criar os filhos da loucura global quando o controle não está nem mais nas nossas mãos? Quando não podemos falar, “passe o protetor solar”, “se previna”.
Que argumento usar?
“Aproveite cada segundo antes que o Planeta acabe???”
primanni@hotmail.com





















Cada coisa ao seu tempo.
No início dos anos 80 acreditava-se em uma série de catástrofes naturais nessa planeta. Isso sem falar na guerra fria. E eu mal acabara de acrescentar dois dígitos à minha idade e assistia aquela desgraça toda pela televisão e vinha uma certa lenda de fim do mundo. De 2000 não passa!
E tudo virou uma lenda. O ano 2000 chegou. eu pude comemorar a virada do século, viva e em companhia da minha mãe que nasceu na primeira metade do século passado e assistiu pela tv a notícia da chegada do homem à Lua.
A Guerra Fria acabou, o Muro de Berlim foi derrubado, a ciência evolui o homem já fabrica suas próprias ilhas, controla o fluxo das águas. A ciência evolui, as relações políticas sem modificam.
Ainda há muito caminho pela frente.
Aos filhos e aos netos cabem nos ensinar o respeito a tudo,da natureza aos inimigos, prevenção e consumo consciente.
… E o mundo não se acabou
(Assis Valente)
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disto a minha gente lá em casa começou a rezar
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disto nesta noite lá no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou
Peguei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão
Agora soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou
Completanto uma informação aqui sobre todos os problemas que vivenciamos nos anos 80 e o mundo não se acabou, vale lembrar que é dessa época o mundialmente famoso projeto musical “We Are The World”.
No Brasil tivemos uma versão em prol das famílias carentes do nordeste brasileiro. O nome do projeto era Nordeste Já e a cançãotinha o título de Chega de Mágoa.
A versão brzuca não teve o mesmo sucesso que a versão gringa, mas sem dúvidas foi um importante passo pela mobilização social.
MILTON)
Nós não vamos nos dispersar
Juntos é tão bom saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão
(DJAVAN)
Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
(RITA LEE)
Chega
Brinca na fonte
Desce do monte
Vem como amiga
(CORO)
Te quero água de beber, um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã
(GAL)
Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
(GONZAGUINHA)
Chama,
(ELBA)
Tem que ter feira,
(GONZAGUINHA)
Tem que ter festa,
(GONZAGUINHA E ELBA)
Vamos pra vida
(CHICO)
Te quero terra pra plantar,
(CHICO E FAFÁ)
Te quero verde
(CAETANO)
Te quero casa pra morar,
(CAETANO E SIMONE)
Te quero rede
(PAULA TOLLER E ROGER)
Depois da chuva o sol da manhã
(MARIA BETHÂNIA)
Chega de mágoa,
Chega de tanto penar
(CORO)
Canto, o nosso canto,
Joga no vento
Uma semente, gente
Olha essa gente
(ELISETE CARDOSO)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
(GILBERTO GIL)
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
(ELISETE CARDOSO)
Depois da chuva o sol da manhã
(CORO)
Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
(CORO)
Gente
(ROBERTO CARLOS)
Quero te ver crescer bonita
(CORO)
Olha essa gente
(ERASMO CARLOS)
Quero te ver crescer feliz
(CORO)
Olha essa gente
(ROBERTO E ERASMO)
Olha essa terra, olha essa gente
(CORO)
Olha essa gente
(ROBERTO CARLOS)
Gente pra ser feliz, feliz
(CORO COM TIM MAIA)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o sol da manhã
( FAGNER )
Chega de mágoa
Chega de tanto penar.
o inesperado torna-se taõ conhecido como qualquer esquina
os opostos se atraem e a naturesa pouco a pouco se esvai, corroida com rancores,e taõ cheia de violencia,nossa terra é nada, nossa terra é tudo.
guerra fria ,guerra quente o que importa mais ,se agora toda amargurada de desrespeitos,suada com os lábios secos ,desejos que nunca foram ssatisfeitos,aquecimento global,juíso final,tortura ideal,é loucura ,é samgue jogado a porta de uma igreja,sao filhos que nunca tiveram pais, é o aquecimento global calibramos a arma e vamos disparar nas nossas próprias cabecas,foi perdido foi achado é o nosso aquecimento global.o juíso final
Naõ,
desculpem-me mais naõ aceito pagar pelos erros que voces cometeram
naõ vamos dividir as culpas,voces quem lucraram com isso,eu …naõ …naõ me foi dado nada,portanto naõ aceito,naõ sou cúmplice desse assassinato foram voces quem mataram a terra,eu nao ,presenciei calada e tentei faser revolucao ,sao voces naõ fui eu,agora que tudo vai de mal a pior, e vossas contas taõ cheias de bilhoes,surje a necessidade de encenar sencibilidade,bem vinda as campanhas de censibilizacaõ,pois,como queiram,peguem agora no vosso dinheiro e comprem uma casa no espaço,vá ,vaõ.sabem o que é ínjusto? é que inocentes como eu, criancas como eu vaõ pagar pelo que voces fizeram.