A voz grave e tão característica de Eddie Vedder e a sonoridade das 11 canções de compõem o repertório de “Backspacer”, nono álbum da discografia do Pearl Jam, não deixam dúvida: o quinteto de Seattle continua produtivo e criativo.
É essa identidade forte – que garante a fidelidade incondicional dos fãs – que molda o novo álbum. Há alguns elementos pop que deixam o conjunto das canções bastante fácil de ouvir e isso talvez seja resultado do trabalho de Brendan O’Brien. O produtor, que já trabalhou com artistas como Bruce Springsteen, Black Crowes e Stone Temple Pilots, foi o responsável pela produção dos álbuns “Yield”, “No Code” e “Vitalogy” do Pearl Jam. Continuar lendo…
No começo não dá para entender direito, ainda mais para quem não leu o livro, como eu. O que eu pensei enquanto via as cenas iniciais é “nossa, superprodução!”. Aí a coisa acontece como todo bom filme de ficção de Hollywood… Continuar lendo…
Eu (na foto de camiseta azul) e mais 4 amigos fomos agraciados com convites de camarote pela metade do valor, então, sem pestanejar seguimos na noite fria e chuvosa de São Paulo em meio ao trânsito caótico nas imediações do Credicard Hall.
Sexta, 15/05/2009, uma data que ficará marcada, pela incrível apresentação da banda e pelo zumbido no ouvido dias depois, pois o som estava desproporcionalmente alto, mas nada conseguiu estragar a incrível apresentação da banda. Ronnie James Dio (voz), Tonny Iommi (guitarra), Vinny Appice (bateria) e o deus do contra-baixo (Geezer Butler) presenteou o público com pérolas de um repertório tão básico quanto essencial ao heavy metal. Continuar lendo…
Terça-feira, 07.04.2009, 9h30, Arena Anhembi, eu e mais 3 amigos (eram para ser 4, mas um se perdeu, hehe), destino: Show do Kiss. No caminho até o Anhembi passamos por diversos ‘integrantes do Kiss’, aos montes a pé, inúmeros em carros, rostos pintados. Eram muitos ‘Gene Simmons’, ‘Paul Stanleys’, ‘Peter Criss/Eric Singers’ e ‘Ace Frehleys/Tommy Thayers’, formando a famosa Kiss Continuar lendo…
Escrever não é uma tarefa fácil. Demanda tempo. Às vezes muito tempo.
Escrever é também um esforço pouco reconhecido. Se você disser a alguém que passou a tarde inteira para escrever um texto certamente será taxado de incompetente, ou mesmo, vagabundo. Essa percepção só muda se você quantificar seu texto,
Para quem gosta de histórias de horror, as Americanas.com estão vendendo a reedição do texto integral de Drácula, de Bram Stoker, de 1897, editora Martin Claret, por, apenas, R$ 14,90.
Um dos maiores sucessos de todos os tempos, este clássico narra a história de um jovem, Jonathan Harker, que se vê enredado na trama do Conde Drácula, um vampiro que vive na Transilvânia e que vai para Londres, onde provoca terror e morte. Harker acaba sendo usado pelo Conde para conseguir seu intento, mas surge o Prof. Abraham Van Helsing, um estudioso e conhecedor de medicina e de coisas do Oculto.
Desenrola-se, então, um embate entre a inteligência e conhecimento de Van Helsing, contra a maldade e a esperteza de Drácula. O final já é conhecido por todos.
O interessante do livro é que trata-se de um romance escrito em moldes explicitamente vitorianos, comum à literatura inglesa dos finais do século XIX. Os vilões são muito maus e os heróis são muito bons. Aqui, Drácula é a encarnação do Mal; não há nada de bom nele. Ao contrário, Van Helsing é quase um super-herói, com destemor, conhecimento e fina educação. Os outros personagens, como Mina, noiva de Jonathan, Lucy, amiga de Mina, Dr.Seward, médico da família e ex-aluno de Van Helsing, assim como o próprio Jonathan também apresentam personalidades peculiares à época vitoriana inglesa.
A Transilvânia, no século XV, era um pequeno principado que ficava entre a Moldávia e a Valáquia, antigas regiões fronteiriças à Hungria e à Romênia. Drácula foi inspirado na figura de um príncipe da Transilvânia, nascido em 1431, chamado Vladimir Dracúlea, conhecido como Vlad Tepes ou Vlad, o Empalador, já que costumava aniquilar suas vítimas pelo método do empalamento, um cruel e vagaroso modo de matar pessoas atravessando-as por estacas, introduzidas em seus corpos por locais apropriados.
É de se notar a precisão com que Bram Stoker descreve paisagens e lugares da região por onde Jonathan Harker viaja, assim como o Passo Borgo, na Transilvânia, até chegar ao castelo de Drácula, sem nunca ter estado por lá.
Quem assistiu o filme Drácula, de Francis Ford Coppola, vai notar que, embora a adaptação seja bastante fiel ao livro, Coppola tenta dar uma origem a Drácula, que o livro não contém, conferindo um caráter romântico à perseguição que ele faz a Mina, noiva de Harker mas que Drácula considera a reencarnação de sua antiga princesa, quando era o Príncipe da Transilvânia, no século XV, cuja morte é a causa principal de sua transformação em vampiro, como uma revolta contra Deus, por ter permitido que seu maior amor lhe tivesse sido tirado por traição e mentiras.
Além desses atrativos, o livro foi escrito em um formato inusitado: é como se fosse uma compilação, em ordem cronológica, de diários, cartas, bilhetes etc., para dar a impressão de que o livro é uma narrativa de uma história real e não uma ficção.
De origem humana ou demoníaca, com personalidade vitoriana ou contemporânea, para os fãs do gênero, Drácula, tradução do texto integral, é uma boa leitura.
Antoine Albalat, nasceu no sul da França, na cidade de Brignales, mais ou menos a 40 km de Marselha, no ano de 1856.
Foi crítico literário e autor de romances. Foi ainda um importante jornalista e escreveu numerosos artigos, a sua maioria de interesse literário. Foi amigo dos maiores escritores franceses do seu tempo.
A Arte de Escrever em Vinte Lições, foi escrito em 1899 e publicada na França, Portugal e na Alemanha.
Atualmente no Brasil não foi reeditado, por isso, merece ser conservado na memória e hoje é uma excelente opção para as pessoas que querem escrever bem e comunicar-se com o mundo, melhorando o estilo de escrita, e ainda, transmitindo suas emoções e sentimentos.
O livro sugere com inteligência, os princípios básicos: como usar a própria fantasia, evitar a banalidade, ser si mesmo e permitir ao leitor melhorar notavelmente sua capacidade de expressão. Não é um livro de gramática e nem prescreve regras sintáticas.
Simplesmente o Autor acha que uma pessoa consegue falar, da mesma forma que consegue escrever.
Afinal, escrever ou falar, o que muda verdadeiramente é somente a maneira da comunicação.
Frases famosas de Antoine Albalat:
- A imitação consiste em transportar para o nosso próprio estilo as viagens, as idéias, as expressões de um estilo alheio.
- Ler sem tomar nota é como se nada houvesse lido.
Estamos em 1951. Uma nave não identificada, em forma de disco, viajando à estonteante velocidade de 4.000 milhas/h, cerca de 6.000 km/h, aterrisa bem no centro do parque, em Washington DC. O mundo assiste, extasiado, à confirmação de que não estamos sós no universo.
Passam-se duas horas de temor e suspense, até que uma porta surge na superfície da nave e dela sai um alienígena humanóide, Klaatu, que pretende encontrar-se com o presidente e entregar-lhe um presente de boas-intenções, mas é impedido por um soldado trapalhão e afobado que acha que a oferenda de paz é, na verdade, uma arma. Após ser atingido pelo tiro do soldado, surge Gort, um robô que começa a mostrar aos humanos que eles não são páreo para seu poder, mas Klaatu o faz parar e Gort permanece imóvel. Na verdade, eles estão aqui para dar um aviso aos governantes da Terra sobre a preocupação de seres de outros mundos com a possibilidade dos humanos espalharem suas guerras para além dos limites do nosso planeta, já que iniciamos a Era Nuclear. A Terra deveria se unir a uma confederação de planetas em harmonia, que nos vigia já há tempos, ou ser destruída, antes que se torne uma ameaça. Mas Klaatu não consegue, a princípio, executar sua tarefa e uma série de acontecimentos se desenrola antes do interessante desfecho.
Este é O Dia em Que a Terra Parou ( The Day the Earth Stood Still, 1951 ) o clássico filme de Ficção Científica, dirigido por Robert Wise, com Michael Rennie (Klaatu) e Patricia Neal (Helen Benson), baseado no conto Farewell to the Master do escritor Harry Bates. A importância do filme, realizado no início da chamada Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia, está na mensagem pacifista do ser alienígena e seu robô ameaçador que vêm dar o aviso perturbador para todas as nações.
A frase “Klaatu Barada Nictu”, muito citada em filmes posteriores, será mais uma vez proferida no remake, com lançamento previsto para o final deste ano, com Keanu Reeves, no papel de Klaatu, e Jennifer Connely, como Helen Benson, mãe do garoto que ajuda Klaatu a encontrar um importante cientista para auxiliá-lo em sua missão.
Mais que um filme de ficção científica, O Dia em que a Terra Parou retrata uma ficção social, já que é pontilhado de eventos em que ressalta uma das maiores, senão a maior, mazela da humanidade: a nossa estupidez. Ela é retratada como um motivo principal do filme e usa a ambientação de ficção científica para evidenciá-la e não ferir susceptibilidades de quem quer que seja, o que torna essa obra despretenciosa, com uma montagem simples e visivelmente barata, um dos clássicos da filmografia mundial.
Para quem nunca assistiu, recomendo. A música tema foi muito usada posteriormente e será, na certa, reconhecida, Esperemos que a nova versão faça jus à versão anterior. Vamos aguardar para conferir.
“Têm sido assim meus dias. Sou mais feliz que 97,6% da humanidade, nas contas do professor Schianberg. Faço parte de uma ínfima minoria, integrada por monges trapistas, alguns matemáticos, noviças abobadas e uns poucos artistas, gente conservada na calda da mansidão à custa de poesia ou barbitúricos. Um clube de dementes de categorias variadas, malucos de diversos calibres. Gente esquisita, que vive alheia nas frestas da realidade. Só assim conseguem entregar-se por inteiro àquilo que consagraram como objeto de culto e devoção. Para viver num estado de excitação constante, confinados num território particular, incandescente, velado aos demais. Uma reserva de sonho contra tudo o que não é doce, sutil ou sereno. É o mais próximo da felicidade que podemos experimentar, sustenta Schianberg.
Não sei que nome você daria a isso.
Bem, não importa muito, chame do que quiser.
Eu chamo de amor.”
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, p. 229
Início da década de 1970. Período mais difícil da ditadura militar. A TV em cores chegava ao Brasil. A primeira novela colorida estreava, com a magistral interpretação de Paulo (Pelópidas) Gracindo no papel de um político duas-caras, aproveitador, safado,trambiqueiro e, ao mesmo tempo, querido e respeitado por muitos, o Coronel Odorico Paraguaçu, personagem principal de O Bem Amado.
Quem viveu naquela época, 1973, tem vívidas recordações dessa interessantíssima novela do genial Dias Gomes, criador de obras polêmicas como Saramandaia que, de tanto ser picotada pela censura, ficou meio sem pé nem cabeça, e, mais tarde, 1988, Mandala, que demonstrou que a censura não havia sido banida, como muita gente pensou, após a abertura política pseudo-democrática.
Em O Bem Amado, Dias Gomes ousou mencionar coisas como “reforma democrática”, no auge da repressão e, ainda por cima, na TV Globo, demonstrando uma coragem que poucos brasileiros jamais puderam experimentar.
Eis que, após tantos anos, ressurge, no teatro, a peça original da década de 1960, que foi a raiz da novela, agora tendo o excepcional Marco Nannini, encarnando o coronel Odorico.
Para quem assistiu a novela, é inevitável comparar, automaticamente, Nannini com Gracindo, cosolidado na memória da audiência. O surpreendente é que, após poucos minutos, esquecemos do antigo e ficamos, apenas, com o novo Odorico, transubstanciado de forma genial por Marco Nannini, como tive a felicidade de dizer-lhe pessoalmente, ao ir cumprimentá-lo (PESSOALMENTE, VIU???). Era uma data especial, aniversário do meu filho mais velho. Eu tinha de dar-lhe um presente inesquecível. Ganhou um autógrafo, e foi com a minha caneta!
Na peça, o destaque é total para Odorico e Nannini aproveita para mostrar o seu potencial, durante os noventa minutos. A novela foi totalmente baseada na peça, mas durou meses. Por isso, os personagens secundários, como o Dirceu Borboleta, as irmãs Cajazeira, Zeca Diabo, acabaram se desenvolvendo e tendo mais importância. Portanto, não se devem fazer comparações e, sim, atentar para a essência do que Dias Gomes quis transmitir. Parabéns a todos.
Recomendo, então, a peça O Bem-Amado, no Teatro Cultura Artística, na Rua Nestor Pestana, ao lado da Praça Roosevelt, centro de São Paulo. E para o casalzinho, dica: procure os assentos 65/67 do setor 4, que não tem braço separador, bom também para quem cresceu um pouco demais para os lados.
Vendo caneta, pouco uso, preço a combinar. Tratar no e-mail abaixo.
Dia 15.06 (domingo) fui conferir a Star Wars Exposição Brasil na Bienal do Ibirapuera. Sempre fui fã dos filmes e dos personagens e gostaria muito de falar bem dessa exposição, mas na verdade achei bem fraquinha. Logo na entrada um soldado imperial me recebe de arma laser em punho, tiramos algumas fotos com ele e seguimos em frente. Absurdos R$ 30,00 reais escoam na bilheteria e logo estamos em um pavilhão escuro demais com algumas trilhas sonoros e vídeos dos filmes. Muitas naves estão expostas, algumas em tamanho real e muito bem feitas, mas todas protegidas por vidros, sem que pudessemos chegar pertinho para conseguir “aquela foto” e isso era decepcionante. Bonecos exibiam os trajes originais utilizados no filme, mas novamente em intransponíveis redomas de vidro. Alguns sabres de luz (espadas laser) e outras armas também faziam parte da mostra. O que mais me agradou foram os trajes do Boba Feet (um caçador de recompensas) e do Darth Vader que realmente é show. Resumindo é muito caro para poucas coisas. Algumas fotos que tirei:
Para quem diz que não conhece o Queensryche, assista o vídeo da música Silent Lucidity e descubra que conhece sim e talvez goste. O Show foi muito bom graças ao vocal Geoff Tate, que depois de 20 anos de carreira continua com a voz muito boa, o baterista também é o mesmo da formação anterior, Scott Rockenfield, mas não é mais o mesmo, o resto da banda é meia boca, mas executaram as músicas com perfeição fazendo um público pequeno, para o Credicard Hall, não desanimar. Sorte minha que estava meio vazio, pois vi o show de pertinho como na foto acima.
O set list do show foi:
Best I Can, NM156, Screaming in Digital, Hostage, The Hands, Bridge, The Killing Words, Another Rainy Night, Gotta Get Close to You, Walk in the shadows, Neon knights (do Black Sabbath), Last Time In Paris, I Don’t Believe in Love, Anybody Listening, Jet City Woman, Eyes of a Stranger, The lady wore black, Empire, Take Hold the Flame e Silent Lucidity.
Depois do Iron Maiden, a banda de Heavy metal que mais gosto é Queensryche e ainda não tinha assistido ao vivo, valeu a pena.
Depois de ver algumas críticas, principalmente, “lá fora“, não muito animadoras eu já fui ao cinema com um pé atrás. Eu particularmente me surpreendi porque eu gostei bastante. É um filme sem uma história muito misteriosa, o roteiro chega a
ser bem bobinho, porém eu acho que ele fez muito bem o seu papel, posso dizer que os personagens ficaram bastante parecidos. Os pais de Speed, principalmente Pops, Christina Ricci ficou muito parecida com a Trixie do desenho. Matthew Fox ficou parecidíssimo com o Corredor X e não conseguiu deixar de lado o sorrisinho de Jack de Lost, entretanto, faz um bom papel. O irmão de Speed Gorducho e seu macaco também ficaram muito parecidos. Os efeitos especiais são altamente alucinantes e psicodélicos e até diria alguns exagerados. No início parece que você não vai se acostumar com tudo aquilo, mas logo você entra no clima. Realmente parece que você está jogando um videogame, principalmente nas cenas de corrida. O tempo do filme é bem extenso, mas se você estiver gostando do filme nem vai vê-lo passar. Eu mesmo quando percebi já
estava próximo do grande final. Uma história simples, que vai caminhando para um final bem previsível, mas ao invés de ter ficado chateado ou desmotivado, eu estava era empolgado em minha poltrona doido para gritar “Go Speed Go!“, e até quase emocionado com a grande corrida final. Acho que vale a pena você deixar de ser um pouco chato e ir se divertir nos cinemas com Speed. Os irmãos Wachowsky tiveram a manha.