Salvador Laviano em 23 out 2009 | 154 views |
Finalmente, o inimigo público No. 2 (adivinhem quem é o inimigo público No. 1?) nos pegou. Agora não vai ter choro nem vela. Estamos, todos, lascados.
Já está em funcionamento, no quinto subsolo do Banco Central, um supercomputador especialmente programado para xeretar todas as contas bancárias de todas as instituições financeiras do país. Está sendo conhecido pela alcunha de HAL, em homenagem ao computador fdp que Continuar lendo…
Pasquale Laviano em 23 out 2009 | 148 views |
Realidade Aumentada é definida usualmente como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico. Entretanto, esta conceituação é muito geral e só fica clara com sua inserção em um contexto mais amplo: o da Realidade Misturada.
A Realidade Misturada, misturando o real com o virtual, abrange duas possibilidades: a Realidade Aumentada, cujo ambiente predominante é o mundo real, e a Virtualidade Aumentada, cujo ambiente predominante é o mundo virtual. Pode-se dizer, então, que a Realidade Aumentada é uma particularização da Realidade Misturada. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 6 jul 2009 | 166 views |
Quem já era vivo, viu esse filme. Para quem não era, recomendo. O Alan Alda está muito bem.
(ano que vem?) Ahhh! Anos 70…Tinha a ditadura. Agora tem a democradura. A gente era feliz e não sabia.
Gordon Moore, um dos fundadores da INTEL, percebeu nos últimos 40 anos, um fenômeno interessante e formulou o que, em tecnologia, chamamos de “Lei de Moore”, que afirma que a capacidade de processamento dos computadores dobra a cada 18 meses, enquanto os custos permanecem constantes. Traduzindo, Continuar lendo…
Salvador Laviano em 4 jul 2009 | 243 views |
Há exatamente dez anos, escrevi um pequeno texto sobre o, assim chamado, “bug do milênio”, aquele pequeno fantasma informático que aterrorizou a mente de todo profissional de computação, durante os últimos anos do século XX, com a promessa de que, na passagem do milênio, ia dar um “pau” federal em todos os computadores do mundo. O mistério era: Continuar lendo…
Salvador Laviano em 15 jun 2009 | 187 views |
É difícil acreditar que a dependência de ficar surfando na Internet tenha se tornado uma nova perturbação psíquica, mas assim como tem neguinho viciado em olhar vizinha boazuda de luneta, levar pico na BR3 ou tomar água que passarinho não bebe, tem babaca viciado em Internet. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 4 abr 2009 | 172 views |
Caro leitor, tenho certeza de que você já recebeu um e-mail ou viu um endereço de página na WWW onde as duas últimas letrinhas do domínio (sabia que tudo o que vem depois do “@” chama-se domínio??) não são “br”, que indica Brasil, ou “uk”, que indica Reino Unido (United Kingdom) ou outras duas com as quais você já se acostumou. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 8 fev 2009 | 275 views |
Em tempos de consumismo extremado, possuir um bem torna-se questão de ordem e aqueles destituídos das benesses estereotipadas, consubstanciadas em efêmeros objetos de prazer, sentem-se desconfortáveis, deslocados, como que fora da realidade. A eles se reservam olhares de reprovação e desdém. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 12 jan 2009 | 599 views |
“Santa sopa de letras, Batman, que diabo é isso?” Esse é o termo cunhado pelo prof. Eric Drexler nos anos 80 para designar, pelo menos inicialmente, o universo das nanomáquinas que trabalhariam ao nível das moléculas. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 8 dez 2008 | 190 views |

Todo mundo sabe que um dos fatores de receita para o crime organizado, além das drogas, tráfico de pessoas e outras coisinhas sem importância, é o comércio ilegal de software, mais conmhecido como software pirata. Enquanto você compra uma cópia pirata de qualquer coisa e usa na sua casa, ainda passa. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 27 nov 2008 | 349 views |

Não tivemos de esperar chegar o ano 2001 para ver o HAL 9000 (Heuristically programmed ALgorithmic computer) dando um peteleco no ser humano, segundo a idealização de Arthur Clark. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 11 nov 2008 | 298 views |

Leia rápido a seguinte trovinha: “Meia noite, o sol brilhava. Um jovem velho, sentado em pé numa cadeira de madeira feita de pedra, calado, assim dizia: é melhor andar nu do que sem roupa”. Deu pra entender alguma coisa? Isso não passa de um amontoado de palavras sem nexo. Palavras devem fazer sentido, isoladas ou num contexto, onde seu sentido original pode variar um pouco. No contexto da informática, certas palavras têm seu sentido levemente alterado, como em qualquer jargão técnico, mas, às vezes, o pessoal exagera.
Escolhendo as palavras
O uso do Inglês, como linguagem universal da Informática, não foi por acaso. Primeiro, por ter sido em países de língua inglesa que esta ciência se desenvolveu, no início. Segundo, por possuir palavras suscintas e de conteúdo altamente significativo, o que é muito interessante para se usar num computador, onde o problema de espaço é crítico. Tudo muito bem até que alguém resolveu começar a traduzir as coisas e, no nosso caso, lançar programas em Português. Tivemos, então, três problemas: 1)todos sabemos, a duras penas, que o nosso idioma é difícil, não é suscinto, mas ao contrário, altamente prolixo; 2) existem termos ingleses sem tradução adequada; 3) os caras que se propuzeram a traduzir mostraram, com o resultado, que não tinham bom senso nem conhecimento suficiente do Português nem do Inglês. Digo e provo com um bom exemplo.
O termo “caracteres” cujo significado é “marcas, sinais particulares, símbolos com significado especial, sinais usados na escrita ou na imprensa” é o plural da palavra “caráter”, que também significa “qualidades inerentes aos indivíduos, aspectos psicológicos da individualidade e que distingue uma pessoa da outra”. Pois houve um iluminado que resolveu inventar o termo “caractere” (com uma absurda sílaba tônica no “te”) como sendo o singular de “caracteres”, sem dúvida por desconhecer o termo correto. Isso se espalhou como um vírus, multidões de profissionais de informática falam errado, o termo foi parar no dicionário de informática e não há nada que eu, você ou os imortais da Casa de Machado de Assis possamos fazer a respeito.
Mais Bagunça
Já viu a opção “SALVAR” no menu “ARQUIVO” dos programas para Windows? Foi traduzido do termo inglês “SAVE”, que significa “guardar, armazenar”. Não se deve traduzir coisas ao pé da letra. Deve se fazer uma versão, pois cada idioma têm suas idiossincrasias (uau, sô!) só que o pretenso tradutor nem quis saber e mandou bala, criando uma coisa meio (meia é no pé, na entrada do cinema ou na pizzaria) sem sentido para quem tem de usar o programa. Poderiam ter pago um cachezinho para o pessoal do Nossa Língua Portuguesa só pra não sair um tróço (não tem acento, mas é bom indicar a pronúncia certa, neste caso!) feio desses.
Gutemberg inventou os TIPOS móveis, caracteres de imprensa, mais fáceis de usar que os antigos chineses, que eram fixos. Sabe-se lá por quê, em inglês eles se chamam FONTS. Aí, chegou um Gatesberg tupiniquim da vida e criou as FONTES. É de doer. Não defendo o Inglês, mas defendo o seu uso na Informática para não se fazer uma salada russa com o nosso belo idioma, que já é tão massacrado, principalmente em legendas de filmes.
O Corretor Incorreto
Outra coisa legal são os corretores ortográficos. Uma vez usei um que corrigiu o termo “exceção” para “excessão”. Depois disso resolvi: prefiro errar sem ajuda. É mais barato e não me sinto com cara de trouxa. Só de burro mesmo. E a cada dia que passa, nesse mar de iniqüidade lingüística, percebo melhor o sentido daquela piadinha: “Sabe quem Castrô Alves? Machado de Assis. Sabe com quê? Casmões! Eça é de Queiroz.
Salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 6 nov 2008 | 228 views |

Você está confortavelmente sentado à frente de seu monitor, passeando alegremente pela Internet, carregando páginas e mais páginas, na boa, e nem desconfia que seu PC pode estar a serviço do alheio que, neste caso, é um hacker que fez do seu computador uma ferramenta do crime! É isso aí! Esses caras já deixaram de ser estudantes querendo se mostrar e se tornaram bandidos profissionais que enviam programas para o computador de pessoas incautas, como se fossem vírus, fazendo deles zumbis manipulados a distância.
Esses computadores caseiros, controlados remotamente, ficam cometendo barbaridades sem que seu dono fique sabendo, como invadir sites, roubar informações confidenciais de pessoas ou empresas, hospedar material ilegal etc. Às vezes, são redes com centenas de milhares de computadores controlados por uma só pessoa. Isso está crescendo assustadoramente no Brasil, que já possui metade dos PC zumbis da América Latina, segundo uma pesquisa da Symantec (empresa que faz o Norton) divulgada em Outubro de 2006. Usar banda larga, então, deixa o serviço mais fácil ainda para os invasores que já estão cometendo esse crime virtual de fora do Brasil. É mole?
Desse modo, ingênuo leitor, podemos ver que esse tipo de crime é de difícil combate, pois conta com dois fatores a seu favor. Primeiro, não há limites pelas fronteiras dos países. Segundo, a quase total ignorância do usuário final, ou seja, você, maluco! Craro, Cróvis, não se espante, não. Ou será que você não tava morrendo de vontade de já ir mandando mensagem pela Internet na hora que sentou pela primeira vez na frente do monitor, quando o seu vizinho sabidinho veio te ajudar na hora de montar o PC saído da caixa e ninguém sabia onde ligar o quê? Pra quê ler manual? É só ir fuçando que a gente aprende, diz a voz do povo. E é assim que você entra pelo cano, mano!
E tem outra. O brasileiro é muito xereta e vai logo clicando em links que aparecem em e-mails oferecendo algo e é assim que ele se lasca pois, quase que invariavelmente, são armadilhas digitais. Cautela e um comportamento mais preventivo são aconselháveis, como primeiras medidas a serem adotadas. Evite software pirata, use um bom anti-virus, um bom anti-spam, um bom anti-spywere, um bom anti-o-que-quer-que-seja e mantenha seus programas atualizados, sempre que possível. Desconsidere propostas suspeitas, como cartões de crédito, grana fácil, fotos de assunto do momento, gente famosa pelada etc. E, acima de tudo, nunca clique em algo que tenha a extensão “.exe”. Isso , provavelmente, será um programinha que vai infectar o seu PC. Lembre-se daquele velho ditado: “A curiosidade matou o idiota”.
E tem mais outra. A Polícia Federal tem condições de rastrear o computador que está cometendo os crimes. Se eles baterem na sua porta e você nem tiver idéia do que eles estiverem falando, mesmo assim você vai ter que se explicar. Um passarinho verde me contou que, num planeta distante, um cara que deixa seu computador sem segurança, pode ser preso por negligência, se algo der bode. Mas estamos falando de outro planeta, onde a Lei é diferente, os usuários são diferentes, a língua é diferente. Até os criminosos são diferentes!
Pasquale Laviano em 18 out 2008 | 398 views |

Material genético de bactérias pode ser aproveitado na solução de problemas matemáticos complexos. Longe de ser aquela máquina eletrônica convencional baseada no silício, cientistas construíram um computador a partir de um fragmento circular de DNA que foi inserido na célula de uma bactéria viva. Depois o microrganismo foi liberado para resolver problemas matemáticos.
“Um computador é qualquer sistema capaz de ler uma informação de entrada e fornecer uma saída compreensível” explica Karmella Haynes, uma bióloga do Davidson College na Carolina do Norte e co-autora de um novo estudo, publicado no Journal of Biological Engineering. Haynes e seu grupo aproveitaram o potencial de recombinação do DNA para resolver o chamado “problema das panquecas queimadas”: um quebra-cabeça cujo desafio está em empilhar panquecas de diferentes tamanhos, queimadas de um lado e bem cozidas do outro, utilizando o menor número de inversões e ordenando-as de tal forma que as maiores fiquem embaixo e todas tenham a parte queimada viradas para baixo.
Tom Ran, um aluno de pós-graduação do laboratório onde trabalha o cientista da computação Ehud Shapiro, no Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel, afirma: “Este é o primeiro trabalho que encontrei utilizando células vivas para solucionar problemas específicos de ciência da computação.”
Haynes e seu grupo mostraram que, utilizando o DNA como um computador, poderiam resolver o problema das panquecas queimadas. Se seu sistema pudesse ser ampliado, poderiam solucionar problemas complexos como rotas mais eficientes entre Chicago e Singapura ou a melhor forma de distribuir chamadas telefônicas através dos Estados Unidos – um desafio que empresas como a FedEx e a AT&T vem enfrentando há anos. Além disso, os problemas seriam resolvidos em apenas uma fração do tempo gasto pelos computadores convencionais.
Pesquisadores pretendem utilizar computadores vivos em várias outras aplicações, como uma forma de detectar mudanças em sistemas vivos – como câncer em órgãos internos ou a propagação de contaminantes em lagos.
“Computadores vivos poderão realizar tarefas que os computadores comuns não conseguem”, avalia Len Adleman, cientista molecular da University of Southern California. “Por exemplo, é difícil imaginar que um computador convencional possa ser colocado em células de uma bactéria”.
Um grupo de pesquisadores da Davidson and Missouri Western State University, em St. Joseph, inseriu um segmento circular independente de DNA – chamado plasmídio — em uma cepa benigna da bactéria intestinal, unicelular, Escherichia coli. Algumas cepas dessa bactéria podem produzir envenenamento alimentar. O grupo modelou um problema simples de inversão de duas panquecas, usando dois segmentos do DNA — um longo e outro curto, que foram inseridos na célula com ordem e orientação aleatórias. Os cientistas também adicionaram uma enzima da bactéria Salmonella que é capaz de inverter fragmentos genéticos.
Os segmentos requerem um certo número de inversões, em um dado intervalo de tempo, para se posicionarem na configuração correta. Ao atingir a orientação correta, cada microrganismo recebe uma recompensa: imunidade ao antibiótico tetraciclina. Depois de um certo período, os pequenos computadores foram expostos ao antibiótico – somente aqueles com a orientação correta do segmento sobreviveram. A partir disso, é possível saber que células tinham resolvido corretamente o problema da inversão, porque as que não conseguiram, morreram.
Haynes explica que a expectativa de se construir computadores vivos em células depende de um processamento paralelo: como são células são vivas, se replicam, e ao copiar os segmentos plasmídios e a enzima da Salmonella em novas células, estarão multiplicando continuamente o número de processadores que trabalham no problema, permitindo assim chegar a uma solução mais rápida que com um computador comum.
Embora o problema das panquecas queimadas com duas inversões utilizado nesse estudo seja relativamente simples, é importante observar que para seis panquecas, o número possível de pilhas é de 46.080 e para 12, aproximadamente dois trilhões. Haynes comenta que “se tivéssemos 11 ou 12 panquecas, o computador convencional levaria meses para solucionar o problema.”
Fonte: Scientific American Brasil
Salvador Laviano em 26 set 2008 | 252 views |

Em 08/05/06, o Sr. Claudio Prado, representante do Ministério da Cultura discutiu o tema “Política de software livre – Um exemplo para a Europa”, em Viena, apresentando estratégias de tecnologia da informação (TI) utilizadas no Brasil para o uso do Open Source Software na administração pública. Estas estratégias beneficiam a população desprivilegiada no que se refere ao acesso à Internet de banda larga e a programas gratuitos, podendo obter informações livremente.
Ao contrário de temer uma atitude egoísta de consumo unilateral de informação, o governo brasileiro apostou na participação dos usuários, contribuindo de forma participativa com informações e conteúdo próprios. Assim, esta colaboração poderia ajudar empresas e comunidade a obterem benefícios mútuos.
Esta discussão foi organizada pela deputada do partido verde, Eva Lichtenberger, que via o acesso do Brasil ao mundo digital como sendo “exemplar” e declarou: “é preciso desenvolver projetos positivos que esclareçam as inúmeras vantagens da Internet relativas à informação, comunicação e criatividade para a nossa sociedade”. É claro que ela deixou a nossa pirataria de lado, que só perde para a China. Contudo, no fundo, ela tinha razão. Mas, afinal, o que é Open Source Software? Já explico.
No final dos anos 80, um hacker que trabalhava no MIT (Massachussetts Institute of Technology), Richard Stallman, baseado no sistema já existente chamado UNIX, resolveu criar um sistema operacional aberto, isto é, que os usuários pudessem modificar e corrigir, se necessário, contribuindo para o bem de todos. O produto final chamou-se GNU. Afinal, não é nada engraçado pagar os olhos da cara por um programa essencial para o PC funcionar, não ter liberdade para melhorá-lo ou corrigi-lo e ainda ter de agüentar gracinhas da tchurminha do Billy the Gates.
Aliás, pelo Código do Consumidor, um programa não poderia ter bugs sem que o fornecedor fosse processado legalmente até que as dificuldades causadas ao usuário fossem ressarcidas. Mas isso é um raciocínio lógico vulcaniano extremamente complexo e avançado para a nossa atrasada área jurídica da informática. Talvez, quando chegarmos ao século XXIII…
Acontece que o núcleo dessa coisa, o coração do GNU, chamado kernel, deu mais problemas que o esperado. E foi assim que um estudante de computação da Universidade de Helsink, Finlândia, Linus Torvalds, jogou o kernel velho fora e criou um novo. Em 1991, ele lançou a sua primeira versão do chamado LINUX (contração de Linus+Unix) que, hoje, se equipara aos sistemas UNIX comerciais com programas semelhantes aos da Microsoft, como gerenciadores de arquivos, planilhas, editores de texto, apresentação, e-mail, navegadores de Web e tudo com um formato parecido com o Windows, para as pessoas não se perderem se quiserem migrar de um sistema para outro.
Trocando em miúdos, o que isso tudo significa? Ora, significa que o domínio mundial do imperador William Gates III está indo para o ralo! Quer ver o chapéu que ele levou?
As autoridades do estado de Massachussets concluíram oficialmente o que foi anunciado em meados de Maio de 2006, proibindo os formatos da Microsoft em sua administração pública. A partir de 1 de janeiro de 2007 não mais foi permitido usar formatos da Microsoft neste estado, que possui 6,5 milhões de habitantes.
As novas diretrizes, denominadas “Enterprise Technical Reference Model, Version 3.5″, obrigaram todas as repartições da administração pública, que usavam pacotes como MS Office, Lotus Notes e WordPerfect, a migrar gradualmente para ‘OpenDocument 1.0 – Open Document Format for Office Applications’ – com implementação definitiva a partir de 1 de janeiro de 2007.
Este OpenDocument 1.0 foi publicado pela OASIS como um formato padrão aberto para documentos e proposto à ISO (International Standards Organization) . O formato se aplica a documentos de texto (.odt), de cálculo (.ods) e de apresentações (.odp), prá começar. É baseado em XML (Extensible Markup Language, uma espécie de linguagem para home pages mais sofisticada que a tradicional HTML) e tem pacotes de programas como OpenOffice, StarOffice, KOffice e IBM WorkPlace.
Os grandes softwares de bancos de dados como Informix, Sybase e Oracle também já entraram na dança e se adaptaram à nova filosofia, afinal, não vão querer perder suas respectivas boquinhas no mercado, ok?
É bom a gente ir se mancando e ir até a banca da esquina comprar uma revista com um CD de instalação de uma versão do LINUX, tipo RedHat, Conectiva, Mandrake ou Ubuntu, e ir se acostumando com o pingüin. E não travando, tá limpo!
Mas será que é preciso mudar? Para que você possa avaliar e assumir uma opinião a respeito, vou contar uma historinha da carochinha.
O Galinho dos Bytes de Ouro
“Um cara tinha uma empresinha que, Juno, bela, por desenfado, tinha fadado. Funcionava ela dentro de um site e vendia um gigabyte, de ouro luzente, em cada um dia que valeria, seguramente, milhão e meio. Mas o Billzão, um dia cheio de ímpia ambição, foi-se ao mercado e manipulou-o, porque supunha que possuísse rico tesouro, visto que ganhava gigabytes de ouro. Mas ele dançou e, por avaro, se despojou, do rico amparo que nele tinha.”
Michel de La Fontaine foi um sábio sóbrio (ou seria um ético ébrio?) que, ao invés de escrever tediosos tratados sobre a filosofia da moral humana, brindou-nos com singelas fábulas, de conteúdo profundíssimo, com edificantes lições de vida e que se mantêm através do crivo dos séculos, provando que o homem é, indubitavelmente, o animal mais idiota que habita a superfície deste orbe. Se alguém percebe alguma semelhança entre o parágrafo acima e uma de suas fábulas não terá sido mera coincidência, senão uma propositalmente proposital paródia.
Já diziam Keynes e Malthus que a mola mestra da produção mundial da grana é a economia de mercado e se algum otário metido a esperto resolve pôr o dedo na liberdade de escolha dos cidadãos, pode quebrar a cara e aí a sua vaca vai para o brejo ou, como bem ressalta Millôr, “the cow goes to the swamp“.
Em 1998, houve rumores (e quando o povo fala, ou foi ou é ou será!) de que um muito esperado lançamento de um certo software nos reservava uma grata surpresa: um famoso sistema operacional, de uma famosa empresa, não ia rodar o (na época) famoso, eficiente e fácil de usar, programa navegador da Internet, produzido por uma outra famosa empresa concorrente, somente permitindo que o seu programa explorador rodasse sem problemas. Onde já se viu?! Quando eu era criança pequena, lá em Xiririca da Serra, a gente conhecia isso como controle ideológico, cerceamento da liberdade, cárcere mental privado, ganância desmedida, algo digno de um George Orwell, que expôs o problema mui apropriadamente no seu livro “1984″. Parece a quela coisa de criança: “a bola é minha, se eu não jogar, ninguém joga”, manja aquele esquema?
O cidadão que comandava o processo parecia desconhecer o alcance intelectual e prático da questão (e que, aposto, não consegue tomar café com chantilly e usar óculos ao mesmo tempo) e parecia também desconhecer que, uma vez que os seus consumidores ficassem desgostosos, seu gráfico de vendas podia inverter-se e terminar no andar de baixo. O sujeito ia parar de andar com o nariz empinadinho de cheira-céu, tirar aquele sorriso de marionette da cara e começar a beijar a lona.
Sacou a situação? Depois de um tempo, só ia rodar na sua máquina (veja bem, é a SU-A máquina) o processador de texto que ele deixasse, a planilha que ele deixasse, o manipulador de imagem que ele deixasse etc, já que, prá começar, ele só ia deixar rodar o browser que ele queria. Xiíta ou nazi-fascista? Egoísta!
Não há dúvida de que semelhante atitude se revestia de um profundo desrespeito às leis de mercado, ao consumidor e, sobretudo, à figura humana, enquanto ser dotado de capacidade de decisão para errar sozinho. Afinal, René Descartes, pai do racionalismo da civilização ocidental moderna, já dizia: “Penso e logo desisto” (ou algo parecido).
Talvez o cara estivesse com a síndrome do programador neurótico ou com a sua unha encravada predileta incomodando mais do que de costume, mas a solução era bem simples. Qualquer dona de casa que já participou da operação “boicote ao yogurte” sabe do que estou falando. Era só deixar o sisteminha dele mofando na prateleira.
E, das brumas do tempo, Aristóteles vem nos dar alento, sob a forma de um simples e singelo silogismo: “Todos os homens são mortais. Billy é um homem. Logo, Billy, a qualquer hora, vai para o céu das cabras”.
Aquele aforismo (aqui transubstanciado) continua verdadeiro: “o pudê corrompe e o pudê absoluto, corrompe absolutamente”.
Felizmente, o cabra pensou duas vezes, certamente alertado pelos seus acessores e pelo resto do mundo, de que ia pegar mal, resolveu tomar uma atitude e mudou de atitude.
Assim, caro leitor, deu pra ter uma idéia de que a tirania, mesmo numa área na qual a gente nunca ia imaginar que pudesse ocorrer, sempre deixa um gosto amargo na nossa boca. Recomendo um bochecho com software aberto, pela manhã e à noite, depois de passar o fio e escovar bem os bits.
Salvador Laviano Neto
salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 8 set 2008 | 234 views |

Muitos de vocês que estão lendo este texto não têm idéia do que era um computador que tinha o tamanho de um ginásio de futebol de salão. Muito menos o fato de uma calculadora eletrônica ter três andares e ser refrigerada a água. O ENIAC ( Eletronic Numeric Integrator And Computer), que não era um computador, no sentido que entendemos hoje, mas uma mera calculadora eletrônica a válvulas, de 1946, e que custou 500 milhões de dólares, se encaixa nesta categoria. E o pior é que qualquer pen drive comprado na esquina e do tamanho de um chaveiro tem um zilhão de memória a mais que eles.
De lá para cá, houve uma evolução tão brutal na tecnologia de computadores que quase não pode ser comparada a outros segmentos da tecnologia. Um PC atual está a anos-luz de distância tecnológica dos seus parentes arqueozóicos dos primórdios da era digital, de não mais que uns 40 anos.
Hoje, certamente, todos já sabem sobre os laptops, os notebooks, os palmtops , os PDAs, os iPods e toda a família de computadores de mão que sempre prometeram os mesmos recursos dos PCs de mesa, mas eram muito pesados, as baterias duravam pouco e tinham muito menos capacidade de processamento do que os PCs. Entretanto, empresas como a Sony, a Samsung, e outras novas como a Oqo, uma novata no mercado, estão apostando nos chamados “ultramini-PCs”, uma geração de computadores de mão com novas características para tentar conquistar os consumidores.
São quatro vezes mais leves que os antigos laptops, as baterias duram até seis horas, têm a mesma capacidade de processamento dos PCs, rodam Windows, alguns têm HD de 60 Giga e ligam-se à Internet por antenas de celulares. Pena que isso não possa garantir que sejam sucesso de mercado, pois estas maquininhas têm algumas desvantagens. As telas são muito pequenas e o ícones do Windows ficam muito miudinhos; quem é míope já tá danado. Os teclados às vezes são embutidos e deslizam pra fora. E são tão pequenos que precisam ser acionados com os polegares, igual aos celulares. Conheço meia dúzia que têm mão de carroceiro, que foram recusados para estágio em proctologia, e que nunca vão poder usar um celular quanto mais um ultramini!
Mas a maior questão é a seguinte: se o mercado já oferece celulares tipo smartphone, que navegam pela Internet, mandam e recebem e-mails, fotos, têm jogo de xadrez, mandam torpedos de texto, servem café, coçam as costas etc e os trabalhos longos e pesados são mais confortáveis de serem feitos num PC, será que vai haver demanda de mercado para um produto como este?
Paul Allen, co-fundador da Microsoft e fabricante do ultramini FlipStart acha que sim e diz que vai haver uma explosão de aparelhinhos desse tipo porque as pessoas querem levar o seu computador pra todo lado.
Carrísimo leitor, esse cara têm uma fortuna de 18 bilhões de dólares e não deve ser muito burro. Assim, a opinião dele pode ser levada em consideração, já que os celulares não têm muita capacidade de processamento e os laptops são meio chatos de carregar. Só que com 2.000 dólares você compra um ultramini ou um laptop junto com um celular (lá fora, bem entendido!). E agora?
Bem, lavo minhas mãos com sabonete de clorhexidina e deixo a decisão desse dilema a seu cargo, leitor. Saia pelaí xeretando e, quando chegar a uma conclusão, conta pra mim!
salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 8 ago 2008 | 324 views |

O Filme
-Sr. Pipok, como oficial de ciências, faça algo!
-Certo, Capitão Krika. Computador, prioridade A-Aleph-Alfa-Zero! Calcule o valor de Pi com precisão infinita.
-Boa, Pipok. O intruso foi eliminado. Sr. Chatov, baixar escudos. Stock, quero velocidade de dobra em 5 minutos. Sr. Casulu, tire-nos de órbita. Urubhura, mande relatório ao comando da Frota. Vamos dar o fora!
Alguém já se perguntou como um computador sozinho poderia fazer tantas coisas ao mesmo tempo numa nave, além de manter os suportes de vida, controlar elevadores, analisar dados de todos os sensores, controlar curso, leme, armas, gravar tapes do que se passa na ponte e nas várias alas, reconhecer padrões de identificação, armazenar as ordens e diários de bordo, analisar sintomas médicos, substâncias, manter uma super biblioteca e mapas galáticos, jogar xadrez tridimensional, sintetizar comida, divertir a tripulação da nova geração em 5 holodecks (uma espécie de disk 0900 do espaço) etc?
O Truque
Ainda não temos um computador capaz de tudo isso. Seria necessária muita velocidade de processamento, altíssima capacidade de memória e alguém muito bom para programá-lo. Bancos de memória são melhores a cada dia. Programação, bem…a modéstia impede-me de tecer maiores considerações, mas quanto à velocidade, a idéia é usar o que chamamos Supercomputadores, uma engenhoca construída com centenas (ou milhares) de processadores (chips) iguais aos Pentiums, por exemplo, que temos nos nossos estúpidos micros domésticos e que travam a toda hora. E o truque foi-nos ensinado há algumas dezenas de séculos por nada menos que Alexandre, o Grande: dividir para conquistar.
Os micros comuns já dividem suas tarefas em pequenas fatias de tempo, é o tempo compartilhado (time sharing), com um só chip fazendo todo o trabalho. Já viu como a música bamboleia no CD-ROM quando o texto a ser carregado é grandão ou a impressora está atolada? Nos supercomputadores a combinação dos chips produz o processamento paralelo que é a capacidade de processar diversas instruções ao mesmo tempo, ao invés de uma após a outra, como no processamento serial dos equipamentos convencionais. A CPU destas máquinas é formada por associações de chips e a sua conexão é disposta num arranjo que se chama topologia, que pode ser em forma de anéis, árvores, malhas, cubos, hipercubos etc. A escolha correta da topologia influi na escalabilidade da máquina, isto é, poder acrescentar mais chips sem causar degradação na velocidade de processamento.
A Máquina
Engenheiros e cientistas do Los Alamos National Laboratory, Novo Mexico, EUA, e da IBM construiram um novo supercomputador, batizado de “Roadrunner” (a avezinha papa-léguas, símbolo do estado), para o Department of Energy’s National Nuclear Security Administration que acaba de atingir uma marca hstórica na velocidade de processamento.
Inicialmente projetado para pesquisas em energia Nuclear e monitorar o arsenal nuclear norte-americano, ele também será usado em Astronomia, no projeto Genoma Humano e pesquisas de mudanças climáticas. No total, ele possui 6.948 chips AMD Opteron dual-core num servidor IBM Modelo LS21. Tem 80 terabytes de memória e ocupa 288 armários do tamanho de geladeiras domésticas, requer perto de 86 km de cabos ópticos e pesa 250 toneladas. Custou US$ 133 milhões.
A nova máquina é mais de duas vezes mais rápida que o supercomputador mais rápido construído até então – o BlueGene/L, da IBM
Estas coisinhas são tão rápidas que sua velocidade não é medida em gigahertz como é usual, mas em operações de vírgula flutuante por segundo ou FLOPS. O Roadrunner atingiu a estonteante velocidade de 1,026 quadrilhão de FLOPS ou, usando um moderno prefixo do Sistema internacional de Unidades, 1,026 petaflops (vide um texto anterior meu, em algum lugar!). Só para registro, o BlueGene/L atinge 478,2 teraflops. Se todos os 6 bilhões de terráqueos fizessem contas com calculadoras, 24 horas por dia, sem parar, levariam 46 anos para completar o processamento que o Roadrunner faz em um só dia. Mas uma colher de chá de cortex cerebral humano pode, numa estimativa bem otimista, disparar 10.000 pulsos sinápticos, o que já deixa o bichão comendo poeira.
É ou não é “fiquissão”? Entretanto, estes computadores são usados apenas em grandes centros de pesquisa, complexos militares, estações meteorológicas, na NASA etc. Que pena! Mas nada tema. Acaba de sair algo para você ter na sua cozinha daqui a um par de anos.
O Chipão
Em Maio do ano passado, 2007, a IBM, lançou o Power6 dual-core, com a fantástica velocidade de 4,7 Gigahertz . Para quem não sabe, os efeitos especiais de alguns filmes como “007 – O Amanhã nunca morre”, “Men in Black”, “Titanic”, além de inúmeros comerciais para a TV foram criados em estações gráficas da Digital Equipments, usando processadores Alpha de, apenas, 1 Ghz. Já dá pra ver o sorriso de orelha a orelha dos cineastas, dos provedores Internet, dos climatologistas, dos especialistas em ciências moleculares, dos engenheiros de aerodinâmica, dos técnicos de bases estelares, dos operadores de laboratórios astrométricos da federação. É claro que vai demorar um pouco para você ter um destes no seu micro, mas à velocidade em que as coisas vão, não me admiraria ver uma coisinha destas controlando a sua torradeira daqui um tempinho.
salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 21 jul 2008 | 188 views |

1 No princípio era o caos. Não havia ordem, não havia informação. E havia trevas sobre a face do abismo. Um grande pesar pairava sobre as águas.
2 Mas as grandes mentes criaram a base da informação tratada. Chamaram-na “bit” e disseram: usemos válvulas, e elas foram usadas. E viram que isso era bom.
3 E perceberam que os bits agregados podiam formar memórias. Houve a primeira geração.
4 E disseram eles: separem-se as memórias em RAM e ROM. Usemos transistores e anéis magnéticos de ferrite para os bits. E isso eram bom. Houve a segunda geração.
5 As grandes mentes, então, disseram: ajuntem-se os programas abaixo de um só controle ao qual chamaram sistema operacional. Houve a terceira geração.
6 E viram que tudo isso era bom. Ordenaram, pois: juntem-se os transistores numa só pastilha, a que chamaremos chip e produza cada um segundo a sua linguagem de programação e sua área de atuação.
7 Criem-se novas memórias a cujas linhagens chamaremos PROM, EPROM, EEPROM. Construam-se computadores de pequeno, médio e grande porte para atender os vários segmentos da sociedade. Houve a quarta geração.
8 E ordenaram que se separassem operadores dos programadores e estes dos analistas para que seu trabalho produzisse mais frutos. E disseram: façam-se os PCs. E os PCs foram feitos.
9 E as grandes mentes ordenaram: povoem o mercado consumidor de enxames de softwares de vários tipos, microprocessadores de várias velocidades e modelos.
10 Criaram as grandes corporações, as quais deveriam produzir cada uma segundo suas plataformas de desenvolvimento.
11 E foram abençoadas: “Sede fecundas, crescei e multiplicai as versões dos sistemas operacionais e dos aplicativos e enchei as prateleiras das lojas e supermercados”. E assim se fez.
12 Os consumidores domésticos, comerciais e científicos, segundo a sua espécie, cresceram, multiplicaram-se e povoaram a Terra.
13 Surgiram, então, as redes. E viram que tudo era bom.
14 E a tecnologia gerou problemas imensos de tal sorte que a face da Terra começou a mudar. Foi necessário criar supercomputadores com velocidades de processamento inimagináveis. E assim se fez.
15 Mas a Internet, mais veloz e sagaz que todas as corporações criadas pelas grandes mentes tentou o homem com seus atrativos, dizendo: “Não visitareis as home-pages?”.
16 E o homem respondeu: “Nossos chefes nos permitem, apenas, acesso à nossa rede local”.
17 E a Internet falou ao homem: “Porque eles sabem que no dia em que acessardes a WWW, abrir-se-vos-ão os olhos e a mente e sereis conhecedores dos segredos do mundo e podereis discernir entre o bem e o mal”.
18 E a mulher, vendo que a WWW era agradável aos olhos e desejável para dar e ampliar o conhecimento, acessou a WWW de seu microcomputador doméstico e mostrou também ao seu marido.
19 Juntos, homem e mulher, viram que não estavam sozinhos e sentiram medo.
20 Mas as grandes mentes, aproximando-se deles, disseram: “Como sabeis que não estão sozinhos se não lhes demos modems? Acaso fizeram acesso à WWW via banda larga?”
21 “Fizemos” respondeu o homem. “E vimos que era muito bom”.
22 “Castigada seja a tua geração por isso” responderam as grandes mentes. “Após trabalhares o dia inteiro, tu ó homem, demorarás uma eternidade para conseguir conexão à grande rede após o que ela cairá constantemente. Tu, mulher, e tua descendência clamarão por mais velocidade em vão e não conseguireis navegar pelos sites de homestuff nem pelos blogs de auto-ajuda.”
23 E perderam o paraíso.
24 O caos, então, retornou à vida dos homens.
* * *
salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 17 jul 2008 | 512 views |

Como era de se esperar, mais cedo ou mais tarde deveria acontecer algum tipo de confusão, mesmo em algum lugar no mundo rígido e lógico da ciência. Na verdade, isso vive acontecendo, mas os medalhões do conhecimento, que querem se manter no ápice da pirâmide acadêmica, não deixam o povão saber de nada, por excesso de falta de humildade e falta de excesso de vergonha na cara. É claro que a Informática não poderia ficar de fora e, enquanto o BIPM, Bureau International des Poids et Mesures, não se mexe, os caras da IEC, International Electrotechnical Commission, resolveram tomar uma atitude para resolver a quizumba. Mas, como toda solução cria novos problemas, aposto meu deproma de analista senil que a bagunça vai piorar. Já explico. Continuar lendo…
Salvador Laviano em 13 jul 2008 | 609 views |

Com seus dotes de programador, John LeSieur, que reside em Las Vegas e tem um neto com autismo, projetou um navegador web que simplifica a procura de conteúdos e elimina os elementos que afetam a mente de quem sofre desse distúrbio.
LeSieur pensou que a Internet poderia ser uma boa ferramenta para a reabilitação de seu neto de seis anos. Entretanto, desanimou-se ao constatar que, para o pequeno Zac Villeneuve, a grande quantidade de cores, os banners e os sons estridentes da rede não o ajudavam em nada.
Assim, este especialista em informática uniu seus conhecimentos aos de pedagogos e especialistas psiquiátricos para incorporar recursos que tornassem o seu navegador adequado para autistas. O bloqueio de algumas teclas e funções do computador, para que o pequeno não se distraia com elementos secundários, como o botão direito do mouse ou a tecla PrintScreen, e outros elementos do navegador, como os ícones simplificados e em tamanho grande, ajudam o menino a ter acesso, de forma rápida, a jogos, textos ou exercícios mentais.
Aproveitando a sua pequena empresa de software chamada People CD Inc., LeSieur conseguiu projetar seu navegador. Logo em seguida, passou a receber contatos de centenas de pais de fala inglesa de todo o mundo que testaram, com sucesso, o Navegador Zac para Autistas (www.zacbrowser.com).
Sem visar lucro e através de software livre, ele oferece o Navegador Zac para quem precisar, gratuitamente, via um simples download. “O software livre é muito importante quando se quer chegar a várias pessoas”, comenta. Neste sentido, algumas pessoas insistiram que John cobrasse algo para subvencionar o projeto, mas ele sempre se negou”, comenta o engenheiro Iago Seara, encarregado da tradução do navegador para o idioma Galego.
Resta-nos, agora, acompanhar o trabalho de LeSieur e verificar o progresso destas crianças, com mais este recurso que o computador está proporcionando ao mundo.
salvadorlaviano@walla.com
Salvador Laviano em 12 jul 2008 | 1.137 views |

Há exatamente 11 anos, escrevi um artigo sobre a necessidade de se fazerem cópias de segurança periódicas, para tentar preservar alguma informação dos computadores.. De lá para cá, tenho observado que pouquíssimas pessoas adotaram este procedimento e a imensa maioria do pessoal não faz cópias nem por hobby. Assim, resolvi reeditar aquele velho texto, com algumas atualizações, para ver se essa turma se manca, toma vergonha e resolve fazer uma copiazinha de vez em quando.
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Este nosso velho amigo sempre aparece nas rodinhas de conversa, como quem não quer nada, aos poucos vai monopolizando os assuntos e você começa a suar frio ao se lembrar que o seu computador não sabe o que é um bom back-up há meses. Leia com atenção os contos de fadas a seguir. Quem sabe essa idéia se torne um pouco mais presente no nosso dia-a-dia. Incluo-me nessa turminha, já que é fato corrente que existem dois tipos de usuários de computador: os que já perderam arquivos preciosos e os que ainda vão perder. Mas cuidado! Você não deve lê-los antes de dormir, pois não são dissertações flácidas para acalentar bovídeos.
A Secretária Borralheira
Era uma vez um patrão que prometeu à sua secretária que todos os seus problemas iriam desaparecer quando chegasse o computador. Quando isso aconteceu, ela percebeu que seu serviço de datilografia quadruplicou, adquiriu tendinite no braço direito, devida à má posição do mouse, ficou com sinusite crônica por causa do ar condicionado e não sabia mais o que era a luz do dia, pois sua nova sala não tinha janelas. Numa bela tarde de primavera, véspera de pagamento, ela escreveu seu pedido de demissão, imprimiu duas cópias e deu o comando EXCLUIR TUDO apagando alegremente o disco rígido inteiro. Moral: faça back-up e aprenda a recuperar arquivos apagados.
O Bufão do Convênio
Num lindo e distante reino, um funcionário de uma administradora de convênio de saúde recebia, diariamente, várias dezenas de comprovantes de prestação de serviço enviados pelos profissionais credenciados. Havia um lindo programa de digitação, conferência e preparação de um, também lindo, arquivo para pagamentos no final do mês. Todo dia, esse funcionário fazia um back-up para disquetes. Depois de algum tempo, o drive de disquetes começou a apresentar falhas. O computador exibia uma mensagem do tipo “a unidade de diskette apresentou uma falha.”. Na janela de diálogo havia um botão OK e um botão CANCELAR e o funcionário percebeu que clicando no OK tudo funcionava legal e o processo seguia sem tropeços. No final do mês, o convênio tinha um funcionário a menos, os credenciados tinham dinheiro a menos na conta e o administrador tinha cabelos a menos. Moral: faça back-up e treine adequadamente o pessoal de operação do micro.
O Gato de Toucas
O pessoal responsável pelo back-up dos computadores de uma empresa, responsavelmente, executava as cópias de segurança, diariamente, em modernas unidades de fita magnética de alta capacidade e, irresponsavelmente, armazenava-as em armários (que mários?) perfeitamente trancados ao lado dos computadores. Certo dia, um incêndio varreu o andar do prédio onde funcionavam as máquinas Estas foram perdidas, e as fitas também. A informação sumiu, irremediavelmente. Um acidente acidental, é claro. Moral: faça back-up e guarde-os em local diferente de onde estão os computadores.
The Day After Lunch
Num país longínquo, onde a gasolina é barata, ocorreu um acidente num centro de pesquisas nucleares. Uma pequena caixa contendo plutônio apresentou um vazamento e todo mundo saiu correndo depois dos alarmes terem disparado. E era hora do almoço. O serviço nacional de descontaminação radiativa lacrou o prédio e isolou o quarteirão por 20 anos. A informação contida nos computadores e nos discos, que eram guardados no prédio ao lado, será de pouca valia daqui a 5 anos, quanto mais daqui a 20. Moral: faça back-up e guarde-os noutro bairro!
A Festa no Céu, Depois das Seis
Há muito tempo, num passado distante, um amigo liga-me numa noite chuvosa, aos prantos, porque o seu winchester (hoje eles chamam de HD) tinha “miado”. Eu, obviamente, formulei a pergunta tradicional: “Você tem um back-up?” A resposta, é claro, também foi tradicional. Como sói acontecer, a interferência murphológica foi tamanha, que o drive de disquete resolveu dar pepino no dia anterior, no meio do processo de cópia, e ele estava sem CDs disponíveis para gravar . Era uma sexta-feira, 18:18h (bom número para jogar no bicho!), o que o fez deixar uma mensagem na secretária eletrônica para o técnico ir ao seu escritório na segunda-feira, pela manhã, com urgência. A vítima não tinha mesmo culpa; foi uma conspiração das leis imperscrutáveis das probabilidades improváveis que caíram todas ao mesmo tempo na cabeça dele. Moral: faça back-up e mais back-up.
O Enigma de Andromedário
O colega dentista deixou o filho experimentar um gamezinho do CD pirata do amiguinho, que trouxe da escolinha, por 5 minutinhos, na mesinha da secretária do consultório. Um viruzinho, conhecido como bomba-lógica, saiu do joguinho e detonou fisicamente o discão do colega. Ele vai ter de comprar outro. Só que o cadastro dos pacientes já era. Moral: não tenha filhos!
salvadorlaviano@walla.com