Priscila Manni em 23 out 2009 | 387 views |
Resolvi escrever por 2 razões. Uma: acabo de assistir a um filme que me inspirou. E duas: Meu tio, Pasquale Laviano Filho, administrador deste blog me disse hoje que eu ia virar famosa e esqueceria do Blog desconhecido dele. Precisava fazer algo a respeito…
De uma certa maneira, as duas histórias se conectam. Você deve estar se perguntando “como assim?” Se tiver paciência, vou explicar.
Eu acabo de voltar da Itália. A Itália é minha segunda casa. É onde Continuar lendo…
Priscila Manni em 11 jul 2009 | 419 views |
Ele é gente! Ele é que nem aquele seu vizinho que adora dar uma “checada” nas garotas, ou ainda o seu namorado, que, vira e mexe, você pega no flagra analisando o conteúdo de alguma sirigaita. O amigo do “cara” também gosta de dar uma “analisada” nas moças.
Que os homens olham, não há dúvida. Quando você ouvir uma mulher dizendo “o meu não olha”, desconfie que ela vive numa realidade paralela, ela deve jurar que é alguma Rapunzel ou Cinderela. Continuar lendo…
Priscila Manni em 1 jul 2009 | 542 views |
Moonwalker. Uma das criações de Michael Jackson. Dava a impressão de que ele andava para frente, mas, na verdade, ele estava andando para trás. O passo típico, característico do homem que se considerava Peter Pan.
Os dias passam e a gente, que gostava da música ou da dança ou das esquisitices, não tira o olho da TV, não pára de receber vídeos do YouTube, comentários no Facebook. Queremos mais, saber mais, ver mais, descobrir mais. Cada um a seu modo.
Para os amantes da dança, faltou a virada do século, Continuar lendo…
Priscila Manni em 19 jun 2009 | 683 views |
Há décadas falamos, lemos, escutamos sobre a clássica piadinha do anjinho e do diabinho que falam coisas diferentes, cada um de um lado, nos ouvidos dos humanos. É a clássica divisão entre o bem e o mal. Desde pequenos a gente se habituou a torcer pela cinderela, a pobre, boazinha, linda menina e a odiar a bruxa malvada.
A sociedade praticamente nos obriga a ser princesas ou príncipes por muitos anos. E a gente é. E a gente acredita nisso. É mais fácil para ser aceito, é mais fácil para não arranjar confusão, é mais fácil para não “perder o tempo” em discussões. Continuar lendo…
Priscila Manni em 7 jun 2009 | 307 views |
Movida pelo meu sentimento de aventureira de novidades, me matriculei num curso de iniciação a gastronomia. Quem me conhece, pode achar um pouco estranho. Não sou de ficar em casa cozinhando. Mas desde as minhas outras estripulias pela Europa, eu criei um gosto pela cozinha. Um gosto refinado, diga-se de passagem, com vinho e tudo mais!
E lá fui eu. Ainda insegura, porque, afinal de contas, meu diabinho me atrapalhou o caminho todo! Ele falava assim: “imagina que absurdo, uma jornalista como você que fala 4 línguas perder tempo num cursinho de culinária, vai aperfeiçoar o francês ou se aprofundar nas relações internacionais!”. Continuar lendo…
Priscila Manni em 3 jun 2009 | 535 views |
Há três dias eu deixei o meu ex-atual-quase-noivo no aeroporto. Ele pegou um vôo que levaria quase 14 horas. Eu fiquei aflita. Apesar de já ter viajado para Estados Unidos, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, eu tenho medo de avião. Um medo potencializado pelos acidentes mais recentes. Passei aquela noite inquieta na cama. Virava pra um lado, virava pro outro.
De manhã eu entrei no carro para ir pro trabalho e liguei o rádio. A primeira frase que ouvi foi: “o avião desaparecido saiu do Brasil por volta das 7 da noite em direção à Europa”. Segurei o fôlego por alguns segundos e comecei a falar comigo mesma: “fala o nome da companhia aérea, fala o nome da companhia aérea”.
No rádio: – “o vôo 447 da Air France”. Continuar lendo…
Priscila Manni em 31 mai 2009 | 1.614 views |
O ballet é algo extraordinário quando usado com criatividade. Como bailarina clássica, adoro montagens tradicionais como o Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes e a Bela-adormecida. Observo a técnica, o equilíbrio, a leveza, tudo que tive que cuidar atentamente no meu corpo e nos meus movimentos por dez anos. Como espectadora, eu Continuar lendo…
Priscila Manni em 29 mai 2009 | 149 views |
Gente, quem perdeu meu cãozinho na TV pode assitir a reprise e, inclusive, dar audiência ao meu canal! O Câmera Record vai passar de novo neste sábado, dia 30, às 15:00. Ele está deliciosamente desobediente no programa! Hehe
Priscila Manni
Priscila Manni em 20 mai 2009 | 331 views |
Eu ganhei meu primeiro cachorro aos 5 anos de idade. Era uma fase que eu me sentia destronada e com ciúmes daquele bebê careca de olhos verdes que invadira as nossas vidas. Meus pais acharam que um filhotinho ajudaria. Continuar lendo…
Priscila Manni em 20 mai 2009 | 174 views |
Voltei com a corda toda! Quero aproveitar para convidá-los a conhecer outros dois Blogs, recém-criados. Um é escrito pelo jornalista Eduardo Ribeiro, meu colega de trabalho da RecordNews. Você podem assistí-lo nas coberturas especiais e todos os dias às 21:00 no RecorNews Brasil. A mãe dele teve um aneurisma recentemente, foi um grande susto, ele teve que deixar o trabalho e viajar às pressas para socorrê-la. Felizmente, ela está se recuperando bem e nós torcemos e oramos para que dê tudo certo e vai dar! Ele resolveu fazer o Blog para alertar as pessoas sobre o aneurisma e contar um pouco do que viveu nos últimos tempos. Vocês podem acessar aí no banner permanente em nosso rodapé. Chama Diário de Maria.
Outro Blog, também permanente em nosso rodapé, é de uma das minhas melhores amigas. Também jornalista, a Dê (Denise Odorissi Patrick) está escrevendo sobre coisas que ela gosta e está tão bem escrito e são temas tão divertidos que eu tenho certeza que todos vão gostar do que ela gosta. A Dê é super pra cima, tem uma leveza para tratar dos assuntos e é uma baita escritora. Sou fã dela. A gente escreveu um livro juntas sobre o Hospital do Câncer e desde então eu admiro sem parar o texto dela!!! Entrem e leiam. É diversão garantida!
Priscila Manni em 19 mai 2009 | 228 views |
No começo não dá para entender direito, ainda mais para quem não leu o livro, como eu. O que eu pensei enquanto via as cenas iniciais é “nossa, superprodução!”. Aí a coisa acontece como todo bom filme de ficção de Hollywood… Continuar lendo…
Priscila Manni em 18 mai 2009 | 202 views |
Eu sou uma blogueira relapsa. Pensei em dizer isso a vocês. Entende-se que um blogueiro tenha que escrever constantemente, não importa o frio, o calor, se está triste ou feliz. Eu espero que vocês me entendam, tenho bons argumentos, também tenho revelações. Me dêem uma chance! Continuar lendo…
Priscila Manni em 4 mar 2009 | 510 views |
O mundo está nervoso, ansioso, em alerta. Barack Obama assumiu o poder com um peso poucas vezes visto antes: ele está, literalmente, carregando o planeta nas costas – bem exercitadas, diga-se de passagem.
A Islândia faliu. Aquelas marcas que todo mundo tem em casa ou na garagem ou no cartão de crédito estão indo para o beleléu… Sony, Honda, Hsbc, GM, Pioneer. Cada dia é um que anuncia perdas históricas, bilionárias. Até a seguradora mais segura do mundo está ruindo, bem diante dos nossos olhos. Continuar lendo…
Priscila Manni em 14 jan 2009 | 418 views |
Quantos tipos de tristeza existem no mundo? Alguém já ousou classificar? Em cada país, em cada região, em cada ser humano, a tristeza age de um jeito diferente. Somos tristes por natureza, nascemos chorando, sofrendo. É como se nos fosse dada a missão de ser feliz, a partir da condição de tristes. Como se a principal tarefa fosse nos empenhar para sermos melhores. Continuar lendo…
Priscila Manni em 29 dez 2008 | 389 views |

Margareth era uma menininha que não conseguia aceitar mudanças. Toda sua vida era baseada nas coisas que já conhecia. Com 12 anos, tinha o mesmo cachorro, a mesma boneca – ainda que ficasse no canto do armário -, o mesmo rádio, o mesmo disco, os mesmos livros. Continuar lendo…
Priscila Manni em 19 dez 2008 | 605 views |

O tempo sempre foi abordado de forma polêmica. É discutido nos livros, nos filmes, nos discursos de personalidades. A verdade é que ou ele nos falta ou não conseguimos fazer o melhor dele. Mas a mais intrigante questão é que ele passa sem nos darmos conta. Corre, se esvai, não deixa rastro ou segunda chance. Por esse ângulo, o tempo é cruel. Como não volta nos momentos marcantes? Como não nos permite corrigir erros? Por que passa assim, como um desconhecido pela rua? Continuar lendo…
Priscila Manni em 8 set 2008 | 324 views |

Eu não sabia o que fazer. Estava me sentindo presa. Presa no meu trabalho, presa na minha casa, presa no meu país. Precisava arranjar um sinônimo de liberdade. Na época, não tinha muitas opções. Minha família estava na Itália e talvez gastasse menos dinheiro ficando na casa deles. Fui sem prazo para voltar, sem planejamento, sem roteiro, sem nada.
Fui com apenas um objetivo: tirar minha cidadania italiana. “Talvez” – eu pensava – “talvez ser italiana, uma outra nacionalidade, me faça sentir livre”. Não ser quem sou, ser uma outra pessoa.
Se alguém já leu meu diário, meu blog sobre a Itália, sabe a luta que foi para conseguir a bendita cidadania. De cidade em cidade, escritório em escritório. Eu andava pelas ruas, conhecia pessoas, conversava, estudava… sem querer, percebi que já havia encontrado o que tanto procurava… minha cidadania, minha pátria era eu mesma. Sem mais nem menos.
Eu podia ser quem eu realmente era. Sem máscara alguma, afinal, quem me conhecia ali? Tão longe de casa…
Dei fim à busca pela cidadania, porque já havia me encontrado.
Mas se encontrar, se defender e ser livre pra ser quem você é é uma procura diária. É um exercício, um trabalho de memória… para não esquecer…
Ser quem somos. É a sensação mais pura e libertadora do mundo.
2 anos depois de desistir da cidadania, ela chegou, num momento em que eu não precisava mais dela… mas o caminho é sempre aquele… ele que vale, não o fim ou o objetivo… apenas o caminho.
Priscila Manni em 24 ago 2008 | 282 views |

Vocês viram a história dos alpinistas que sobreviveram a pior avalanche de todos os tempos no monte k2, no Paquistão?
Para quem não viu, eu relato brevemente. O grupo de mais de 20 pessoas vindas de vários países do mundo desafiava o tempo, a vida, as leis da gravidade. Esses alpinistas estavam a oito mil metros de altura, numa parte da montanha conhecida como Zona Mortal.
Preste atenção… o monte k2 tem 8.600 metros de altura, é menor que o Everest, porém, mais perigoso. Geralmente, os alpinistas que vão desafiá-lo são muito experientes e muitos deles já chegaram ao topo do famoso Everest.
Mas chegar ao cume desta montanha é quase impossível. Este grupo tentou. Uma avalanche arrastou as cordas, as barracas, os equipamentos e onze pessoas para o abismo. Já estava difícil sobreviver àquela altura. Os lábios estavam queimados, as pontas do nariz e dedos perderam a circulação e ficaram pretos, os homens estavam tontos, desidratavam.
Parte deles conseguiu voltar a um posto de emergência.
Desconsolados com as mortes trágicas dos colegas, com medo de mais avalanches, com frio, sede e fome, três homens sobreviveram. Dois holandeses estavam juntos, decidiram continuar subindo e quase chegaram ao topo do mundo. Foram resgatados por um helicóptero, um dia e meio depois da tragédia.
Mas foi a comovente entrevista de um italiano que fez o mundo parar para ouvir. Ele ficou 4 dias imobilizado, com os pés congelados, à espera de ajuda.
Confortola é o sobrenome deste homem de quase 40 anos e o que ele ia procurar no monte k2 ninguém sabe dizer.
O que leva alguém a desafiar a vida desse jeito? Todas as probabilidades lá em cima jogam contra os alpinistas. Os próprios índices altíssimos de morte já fariam qualquer pessoa dotada de bom senso a virar as costas e ir embora.
Mas o que move esses homens está além da razão. É a busca por algo maior. Não é a altura, a paisagem, o gelo, não é cume. Eles estão em busca daquilo que são capazes. Seja a coragem, o limite vencido, o medo, o suor. Eles querem se testar, se provar, experimentar do que são feitos e o que levam dentro. Não podem hesitar, têm que acreditar e seguir.
Os 3 sobreviventes de uma das piores tragédias do alpinismo descobriram que a seiscentos metros de alcançar o topo do planeta, a vida tem um preço alto demais.
Para quem quiser ouvir, eu relato a primeira entrevista dos alpinistas no endereço:
http://www.mundorecordnews.com.br/play/67cc9e10-b3af-4638-9e44-07e6b3e514c9
Priscila Manni em 13 ago 2008 | 402 views |

São Paulo vai parar. É sério. Vai chegar esse dia que todo mundo fala, que ninguém vai mais pra frente ou pra trás. De lado, só um bando de motoqueiros buzinando e rindo das nossas caras – motoristas de carro.
Nesse dia, muita gente não vai querer desligar o carro, na esperança que o trânsito ande. O da frente vai andar 5 centímetros e depois parar. O de trás vai meter a mão na buzina, porque o da frente poderia ter andado mais 2 centímetros. Felizardos os que morarem e trabalharem perto do metrô. Só do metrô! Porque os ônibus vão estar no meio da bagunça.
Então, você mora em São Paulo, sai todo dia às 6 da manhã – porque às 7 já é inviável, você não chegaria ao trabalho a tempo. Você atravessa a cidade… atravessa é força de expressão, camarada… você, na verdade, se arrasta, vagarosamente, pelo trânsito.
Bem, fumaça, buzinas, atrasos depois, você chega ao trabalho e tem que lidar com um infinito de problemas. Problemas e confusões.
No almoço, a fila do restaurante quase dobra a esquina. Seu Visa vale acabou, vai ter que ser no cartão de débito. “A maquininha quebrou, só dinheiro ou cheque”. Você pede emprestado pro amigo e registra na sua mente que é preciso devolver a grana – mais uma informação pra sua memória lotada.
Ao trabalho… fofocas, sussurros, broncas, gritos, telefones tocando, barulho, gente passando a perna até no pé da mesa… e mais um dia vencido. Você está exausto, com fome, cansado, os pensamentos a essa altura se embaralham e aí você chega no carro… “ufa… finalmente… o dia acabou”.
Não, meu amigo, preste bem atenção! A rua em frente ao trabalho está parada. Todas as outras ao redor também estão. Não vai pra lá nem pra cá. No mínimo, 1 hora e meia pra chegar em casa – sendo otimista!
Então você liga o rádio… mas é tanto barulho nessa cidade, que só de vidro fechado. Mas seu carro não tem ar condicionado e a poluição e o aquecimento global deixam a cidade pelando em alguns dias…
Abre o vidro, olha em todos os retrovisores 5, 6 vezes por minuto, pra não ser assaltado, claro. Alguém te liga, você atende… “tá no carro?” “to, mas tá tudo parado”. Lá de longe você avista… um indivíduo de roupa marrom e amarela passando a caneta… foi multado…
“Seu guarda, eu estava parado, era minha mulher que me contava uma emergência”. “Nada feito, multa por dirigir e falar ao celular ao mesmo tempo”.
“O que é um peido pra que já está todo cagado?”, você tenta aceitar a multa do guarda.
O trânsito finalmente andou, você consegue dirigir 3, 4, 5 quarteirões… sente até um pouco de vento do rosto… se aproxima do sexto quarteirão: recorde mundial em São Paulo!!!
É então que você avista seu amigo guarda, parado no farol ao seu lado. Dentro do carro da polícia, fazendo o que??? Falando ao celular. Você abre a janela, o olha fixamente e de repente as palavras começam a explodir da sua boca, você não tem controle… elas estão saindo… talvez nem fossem para o guarda… era o cansaço, as 6 da manhã, o trabalho, a fila, a máquina quebrada, as fofocas, o rádio, o barulho…
Tarde demais. Desacato à autoridade. A noite está prestes a começar e só vai terminar tarde da madrugada, quando sua mulher com uma cara nada feliz vai te pegar na delegacia.
primanni@hotmail.com
Priscila Manni em 3 ago 2008 | 2.566 views |

Quando a gente tem 12, 13 anos, a gente acha que liberdade é poder beijar o menino que a gente gosta. Com 15, 16 pensamos que podemos tudo, ou, quase tudo… beber, fumar, viajar sem os pais. Acreditamos que isso é ser livre. Mais tarde, o maior símbolo da tão sonhada liberdade é poder dirigir e ir sozinho a qualquer lugar.
Depois do primeiro beijo, da primeira bebida, do primeiro cigarro, da primeira viagem sozinhos e da primeira vez que a direção está em nossas mãos, a busca pela liberdade fica cada vez mais complexa. Passamos a nos questionar: se já passei por tudo isso e ainda não me sinto livre, o que é a liberdade?
Ser livre é escolher a faculdade que a gente quer? Ser livre é trabalhar com o que a gente gosta? Ser livre é namorar quem a gente escolhe? Ou é não namorar ninguém?
O que é ser livre?
Na verdade, se a liberdade sempre tiver que ter um fato específico para ser alcançada, a busca não fará sentido, porque nunca vai terminar.
As pessoas encontram várias formas de procurar a real essência desse sentimento.
Na minha opinião, o que todos procuram na vida não é o amor. Porque o amor vem naturalmente, o amor existe ou não existe, dá certo ou não dá. As grande lutas da humanidade não foram pelo amor, mas pela liberdade. Até a mais batida lenda de amor foi uma luta pela liberdade… Romeu e Julieta, condenados a ficarem presos às escolhas de seus pais.
O nosso sentido de ser livre tem que dar certo, não há outra escolha. A liberdade existe e nós a desejamos fortemente, só não sabemos, muitas vezes, como alcançá-la.
Eu, por exemplo, viajei para 6 países sozinha em busca da liberdade. Achei que a encontraria no dia-a-dia dos americanos, no frio dos londrinos, no calor dos italianos, na amizade dos espanhóis, no charme dos franceses e na frieza dos alemães. Depois achei que ser livre era morar sozinha e não entrar em nenhum relacionamento duradouro. Hoje tenho descoberto o real sentido da liberdade.
Ser livre é bancar uma máxima assustadora: TUDO PODE MUDAR. E aceitar isso.
A verdadeira liberdade é saber manter aquilo que você é independentemente dos lugares que você frequenta, do trabalho que você faz, da pessoa que está ao seu lado, da sua cidade, do seu carro… perceba: tudo pode mudar.
Você pode escolher e desistir, pode ser amado ou odiado, pode ir pra frente ou virar as costas. A liberdade não é fazer essas coisas literalmente mas saber que você pode fazer. Saber que você pode mudar. A simples sensação de saber é o que, muitas vezes, lhe dará asas.
primanni@hotmail.com